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Piscina na praia com água salgada quente e sem vento

13 de às 10h21
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FOTO ARQUIVO DB/JOT’ALVES

O verão deste ano poderá ter mais um pretexto para se ir a banhos na Figueira da Foz. O presidente da câmara, Santana Lopes, adiantou aos jornalistas que será instalada no areal urbano uma piscina de água salgada aquecida idêntica àquela que, em julho de 2022, foi inaugurada numa praia de Vila Nova de Gaia.
Aquele equipamento foi uma experiência-piloto promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que, tendo em conta a adesão de banhistas, resultou. Além de ser uma piscina de água salgada, tem proteção contra o vento e água aquecida através de painéis solares.
O processo está a ser articulado entre a autarquia figueirense e a APA. O lugar para a instalação da piscina ainda não foi definido, mas será algures no extenso areal urbano, entre o Oásis e Buarcos, adiantou Santana Lopes. O equipamento terá 50 metros de comprimento (não foi divulgada a dimensão da largura). O autarca frisou que ainda não foi definido quem vai explorar a piscina, ressalvando: “À partida, quando não tenho certezas, explora o município”.
A propósito de piscinas, indagado sobre o complexo da piscina-mar, Santana Lopes reiterou que a zona de alojamento deverá ser transformada em apartamentos para venda. O presidente da câmara disse ainda que diz “não” ao caminho da concessão do equipamento municipal, que já foi tentado em diversas ocasiões, duas para o conjunto completo e várias para a piscina, o bar e o restaurante, e “não correu bem”.

“Altura do mandato para tomar decisões”
“Acho que temos de nos livrar dessas situações que não resultaram”, defendeu, admitindo a hipótese de “até vendê-la” [a piscina-mar], mas garantindo o acesso público à piscina. Santana Lopes adiantou que a decisão final deverá ser tomada no prazo de um mês.
“Esta é a altura do mandato para tomar decisões, que, depois, são desenvolvidas ao longo do mandato”, sustentou Santana Lopes. Se tudo correr como o autarca prevê, avançou, o complexo deverá reabrir no verão de 2025.
“É evidente que não é uma obra fácil, mas é mais fácil do que aquilo que estava previsto”, acrescentou. Santana Lopes referia-se à concessão a privados, cujo contrato foi denunciado pelo atual executivo (ver edição do dia 10), medida aprovada, esta semana, na reunião de câmara, com os votos a favor da maioria da FAP e do PSD. O PS votou contra.

PS votou contra
Durante a liderança de Carlos Monteiro da Concelhia do PS, até 2022, o ex-presidente da Câmara da Figueira da Foz e vereador com mandato autossuspenso garantiu que o seu sucessor, Santana Lopes, tinha luz verde do principal partido da oposição para tomar as decisões que entendesse em relação à concessão daquele complexo turístico, lançada pelos socialistas.
“Da análise efetuada à proposta, não nos foi possível retirar conclusões inequívocas no que respeita ao ato a aprovar. Por outro lado, fomos surpreendidos, nessa manhã e através da comunicação social, com uma suposta intenção de projeto que prevê uma alternativa que não vai ao encontro do potencial que aquele espaço tão nobre tem para se constituir enquanto um equipamento gerador de postos de trabalho e atratividade turística para o concelho”, justificou a líder da vereação socialista, Diana Rodrigues, ao DIÁRIO AS BEIRAS.

Sem arrependimentos
O complexo piscina-mar foi adquirido no primeiro mandato de Santana Lopes, na segunda metade da década de 1990. Questionado se, perante o percurso errante do funcionamento do equipamento municipal, já se arrependeu de a ter adquirido, Santana Lopes afirmou que não.
“[Estou] arrependido do que outros fizeram depois de mim. A única coisa de que não fui entusiasta na altura foi termos optado por aquela piscinazinha para crianças e ser diminuída a extensão da piscina. Já na altura tive uma sensação de algum desconforto, mas foi a solução possível”, afirmou Santana Lopes.

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