Professores querem ver as suas condições melhoradas
“Em defesa de uma profissão com futuro” foi o mote para a concentração de 50 professores ontem na Praça de República, em Coimbra, numa vigília que integra um calendário de ações de luta que se têm realizado ao longo dos últimos tempos por todo o país.
As vigílias que se estão a fazer de norte a sul do país pelas organizações sindicais (ASPL, FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU) dão continuidade a ações já realizadas (como a greve nacional realizada a 2 de novembro), com o objetivo de garantir o avanço das negociações com o Governo, de modo a serem melhoradas as condições que são dadas aos professores, que estes sindicatos consideram “insuficientes”.
O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, referiu ao DIÁRIO AS BEIRAS que “o recurso à greve está em cima da mesa se, no plano negocial, as propostas do Ministério da Educação para o regime de concursos não forem profundamente alteradas e se a tutela continuar indisponível para abrir negociações sobre outras matérias”.
Reivindicações sobre tempo integral de serviço
“A contagem integral do tempo de serviço para carreira, o fim das vagas para progressão e das quotas na avaliação, a revisão do modelo de avaliação do desempenho, a questão da precariedade enorme que existe na profissão, a regularização dos horários de trabalho, a aposentação que é tardíssima, ou a revisão urgente do regime de Mobilidade por doença, são motivos para que os professores se manifestem”, disse. Luís Lobo, presidente do Sindicato dos Professores da Região Centro, espera uma “resposta positiva do governo”.
“Queremos garantir que as matérias discutidas há quatro anos são definitivamente discutidas e negociadas e que haja abertura para alterar o projeto que o governo apresentou”, disse.


