EconomiaGeral

Projeto desenvolve tubo para permitir recuperação de lesões nervosas

27 de às 10h22
0 comentário(s)

DR/Pedro Ramos

Um projeto que começou como uma investigação na Universidade de Coimbra (UC) está a desenvolver um tubo biodegradável para permitir a recuperação de lesões nervosas.
O projeto, intitulado “NerveGen”, foi uma das 10 ideias e tecnologias apresentadas ontem, na sessão de encerramento da 11.ª edição do programa de aceleração ineo start, promovido pela incubadora Instituto Pedro Nunes, em Coimbra.
O produto começou numa investigação no seio da UC, há seis anos, no âmbito de uma tese de doutoramento, em que se procurava criar “um novo tubo-guia para a regeneração do nervo periférico”, afirmou à Lusa Jorge Coelho, professor naquela instituição e um dos responsáveis do projeto.
As lesões nervosas, provocadas por tumores, por efeitos secundários de cirurgias ou por acidentes de viação, representam mais de 300 mil novos casos anuais só na Europa, sendo que as soluções atuais apresentam vários problemas, apontou.
“O mais usado é o chamado autoenxerto do nervo, em que se tira um nervo de outro sítio do corpo, que está saudável, e implanta-se no sítio em que é necessário. Mas esta solução apresenta imensos problemas, envolve duas cirurgias, é caro e tem diferentes riscos”, salientou Jorge Coelho.
De acordo com o docente da Universidade de Coimbra, há já várias soluções de tubos suturados em ambas as pontas do nervo lesionado e que guia a sua regeneração.
No entanto, os tubos existentes “têm vários problemas”, nomeadamente na velocidade da sua degradação, na sua eficiência e também na libertação de produtos ácidos.
“Nós desenvolvemos um tubo novo, com polímeros aprovados pela FDA (agência de regulação norte-americana), e estamos a produzir com tecnologia de impressão 3D, que permite fazer um tubo personalizado para cada paciente”, aclarou o responsável Jorge Coelho.

Ainda vão fazer testes em animais
Já com a tecnologia patenteada em vários dos principais mercados, o projeto pretende fazer mais testes em animais, antes de entrar em ensaios clínicos.
O programa ineo start veio dar “ferramentas nas várias vertentes, porque a tecnologia é fundamental, mas depois há outras valências que as equipas têm de ter”, realçou, apontando para questões como planos de negócio ou marketing.

Autoria de:

Deixe o seu Comentário

O seu email não vai ser publicado. Os requisitos obrigatórios estão identificados com (*).


Economia

Geral