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Reunião de credores da Académica decorre esta manhã em Montemor

16 de às 11h03
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Está marcada para esta manhã (10H00) a Assembleia da Credores do processo de insolvência da SDUQ (Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas) da Académica/Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF).
Na sessão, que decorre no Juízo de Comércio de Coimbra, estrutura do Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra que está sediada no Palácio da Justiça, em Montemor-o-Velho, o administrador de insolvência vai apresentar o relatório e propor a solução apresentada pela direção do Organismo Autónomo de Futebol para liquidação das dívidas aos credores. A sessão vai também deliberar sobre a manutenção ou não do atual modelo societário, decisão que vai influenciar a forma de ressarcir os créditos aos respetivos credores
No total são 60 credores, numa lista que contém entidades coletivas, públicas e privadas, instituições, ex-jogadores, atuais e antigos funcionários ou fornecedores do clube de Coimbra.
O documento com a lista provisória de credores (tem cerca de 21 páginas) revela que o valor total dos créditos reclamados fica perto dos 13 milhões de euros (12.911.247, 44 milhões de euros é o valor).

Principais credores
Numa lista bastante extensa, o principal credor da SDUQ é AAC/OAF com um valor reclamado que chega quase aos 7,5 milhões de euros.
O segundo valor mais alto exigido pertence ao Estado Português-Ministério Público (Autoridade Tributária/Fisco) com 1 milhão e 288 mil euros. O terceiro credor com maior valor pedido é a Guimarães e Neto Participações Lda. A empresa que é dona do banco BMG (Banco de Minas Gerais) reclama, segundo o documento da “Lista provisória de credores”, cerca de 739 mil euros
O Instituto da Segurança Social, IP/Centro Distrital de Coimbra reclama uma verba que ronda os 625 mil euros e a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Coimbra encerra o “top-5” de credores com maior valor reclamando cerca de 302 mil euros.
Nos valores reclamados por clubes, o Sporting é quem pretende uma verba maior à SDUQ da AAC/OAF. Os “leões” pedem cerca de 150 mil euros, mas a lista de credores tem clubes como o At. Madrid, de Espanha, o FC Porto ou o Sp. Braga.
A nível invidual, o antigo presidente dos estudantes, Pedro Roxo, exige um valor que ronda os 99 mil euros.

Pedido entregue a 29 de setembro
No passado dia 29 de setembro, no Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra, Juízo de Comércio de Coimbra, foi revelada a sentença de declaração de insolvência da entidade devedora Associação Académica de Coimbra-Organismo Autónomo de Futebol, SDUQ, Lda. Para Administrador da Insolvência foi nomeado João Carlos Cunha da Cruz, da Marinha Grande.
“O presente é dramático, de facto, e o estado das finanças económico-financeiras do clube exige o pedido de insolvência. Com oito milhões de euros de capital negativo, não tínhamos outra solução”, referiu na altura o presidente da direção da AAC/OAF, Miguel Ribeiro. O dirigente revelou ainda que a Briosa tem dívidas vencidas superiores a 5,6 milhões de euros, dos quais 1,9 milhões ao Estado, contabilizando 3,1 milhões de incumprimento a fornecedores e prestadores de serviços.
“A Académica não preenchia os requisitos para se avançar com um Plano Especial de Recuperação [PER], pelo que só restou a solução de pedir a declaração de insolvência”, adiantou ainda o presidente da direcção.

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