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“Saco da Baixa” deu-se a conhecer na Fundação Calouste Gulbenkian

30 de às 09h05
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Foto de Ana Rita Albuquerque

A exposição “Saco da Baixa”, que “apresenta o trabalho desenvolvido por artistas convidados e um grupo de mulheres habitantes do centro histórico de Coimbra”, esteve patente, nos últimos quatro dias, na mostra anual de arte participativa “Isto é PARTIS & Art for Change”, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Costura, bordado, design gráfico e multimédia, serigrafia a e ilustração, design têxtil e artes sonoras experimentais são a matéria que compõe o projeto que nasceu com o intuito de minimizar a solidão e o isolamento de pessoas idosas e promover a inclusão de mulheres com mais de 55 anos residentes no centro histórico, em situação de desemprego, valorizando a sua experiência de vida e o saber-fazer nas artes manuais.
Parte do que foi sendo criado nestes momentos de partilha, resultante do trabalho desenvolvido no projeto “Saco da Baixa” esteve, até ontem, em exposição na Fundação Calouste Gulbenkian.

(Re)ativar laços comunitários

“Saco da Baixa” é um projeto de integração e transformação social através das artes, promovido pela Associação “Há Baixa” no âmbito do programa “Partis & Arts for Change”, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação La Caixa.
“Trabalharam-se os arquétipos femininos e a sua representação através da escultura têxtil e da feltragem, num processo de transformação pessoal e transpessoal que envolve pensamento conceptual, labor manual e um esforço conjunto na construção das esculturas”, pode ler-se na página da associação.

Papel cívico da arte e da cultura

O projeto (cuja direção artística é assegurada por Catarina Pires) pretende (re)ativar os laços comunitários entre os habitantes idosos e os comerciantes do centro histórico de Coimbra, e destes com a comunidade universitária e com quem visita a cidade.
A iniciativa PARTIS & Art for Change foi lançada em 2020, com o objetivo de fomentar e difundir “o papel cívico da arte e da cultura participativas enquanto impulsionadoras de mudança e de transformação social”.
Este ano, o encontro anual que deu a conhecer o trabalho desenvolvido no âmbito desta iniciativa focou temas como a relação da prática artística com a neurodiversidade e a saúde mental, o isolamento de migrantes e reclusos ou a participação social da comunidade idosa.

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