Santana Lopes e Amílcar Falcão fazem história com inauguração do Campus
O primeiro dia do resto da vida do Campus da Universidade de Coimbra na Figueira da Foz aconteceu ontem, na Quinta das Olaias, tendo como protagonistas deste ato histórico o reitor Amílcar Falcão e o autarca Santana Lopes. A cerimónia foi testemunhada por dezenas de convidados.
Aquele foi “um dia de emoção” e de “enorme importância” para o presidente da Câmara da Figueira da Foz. Santana Lopes, no entanto, não se esqueceu de referir que os seus antecessores Aguiar de Carvalho, Duarte Silva, João Ataíde (já falecidos) e Carlos Monteiro também perseguiram o sonho de verem a Universidade de Coimbra (UC) instalar-se na cidade da foz do Mondego. Porém, coube ao atual presidente concretizá-lo.
As conversações entre Santana Lopes e Amílcar Falcão para a instalação do campus universitário começaram ainda decorria a campanha eleitoral para as Eleições Autárquicas de 2021. Um ano depois, eis que o momento pelo qual esperaram várias gerações de figueirenses aconteceu. Santana Lopes disse, ainda, que se sentia “muito orgulhoso e cheio de esperança”.
“Encontro de duas vontades”
A abertura do campus universitário na Figueira da Foz, ressalvou o autarca, resulta do “encontro de duas vontades”, a da autarquia figueirense e a da UC. “Qualquer terra e concelhos de muitos outros países gostariam de ter” um Campus da UC, afirmou Santana Lopes.
O presidente do município figueirense defendeu que a presença da mais antiga universidade portuguesa na Figueira da Foz deve criar sinergias com os agentes económicos locais. E acrescentou que deve investir na investigação e em cursos relacionados com as potencialidades endógenas do concelho. Amílcar Falcão asseverou que assim será.
A Figueira da Foz é um território com mar, rio, Cabo Mondego (um dos mais importantes sítios do mundo para a história geológica do planeta Terra), florestas, turismo, indústria, serviços, agricultura e com grande potencial para o desenvolvimento da economia azul e das energias renováveis. Mas também quer ser conhecido pela investigação, pela inovação e pela transição energética, como advogou o autarca.
“Não viemos por impulso”
Dirigindo-se ao reitor da UC, Santana Lopes exortou-o a ser o “porta-voz da imensa esperança” que os figueirenses depositam no desenvolvimento do campus universitário. Amílcar Falcão, por seu lado, deixou a garantia de que o processo que ontem começou é para ser levado até aos patamares definidos, apontando o prazo de uma década para atingir os objetivos traçados.
Amílcar Falcão garantiu a “presença da UC na Figueira da Foz na sua plenitude”. Ou seja, uma oferta de ensino pré e pós-graduado, com a componente da investigação. O campus, afiançou, “terá todas as valências da UC”. Por outro lado, afiançou que a universidade “está [no campus] com o mesmo empenho que tem nos [seus] polos”.
O reitor frisou ainda que a universidade que lidera instalou-se na Figueira da Foz “de forma séria” e a “pensar num projeto a muitos anos”. De resto, destacou: “Não viemos por impulso, sabemos o que estamos a fazer”. Acrescentou, por outro lado, que “a UC está comprometida com este projeto, com o apoio da Câmara da Figueira da Foz, da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e dos estudantes”.
Espaço para crescer
O Campus da UC está instalado na Quinta das Olaias. Entretanto, o Município da Figueira da Foz está a tratar de proporcionar condições para se expandir. De resto, vai adquirir o Cabo Mondego, incluindo os imoveis da antiga fábrica de cal. O executivo camarário está a trabalhar, também, no sentido de virem a ser criadas estruturas residenciais para estudantes do campus.
Santana Lopes garantiu que a autarquia tudo fará para que o desenvolvimento do campus se consolide dentro dos parâmetros e objetivos anunciados. O autarca elogiou “a visão, a abertura e a ousadia do reitor da UC e a sua equipa”, que tornaram possível a abertura do campus universitário


