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São Pedro ajudou e 2023 chegou com brilho a Coimbra

02 de às 09h38
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DB/Foto de Pedro Ramos

Durante toda a semana, organizadores e foliões não esconderam o receio dos desígnios de São Pedro, já que todas as previsões apontavam para uma noite de final de ano com chuva e vento fortes.
Afinal de contas, nem chuva nem vento. E mais: nem sequer frio houve. Por isso, não espantou que uma multidão acorresse à Baixa de Coimbra para um réveillon na rua como já não acontecia há três anos, devido às restrições que a pandemia impôs.
Ainda assim, muitos terão sido os conimbricenses e forasteiros que se deixaram vencer pelos temores de borrasca. De facto, em toda a Baixa, do Largo da Portagem à Praça 8 de Maio, passando pela Praça do Comércio e incluindo espaços “adjacentes” como a Ponte de Santa Clara, foi possível sempre circular à vontade, não se repetindo os cenários de enchente total de outras noites festivas.
Nos diferentes palcos montados na Baixa, o alinhamento foi respeitado sem problemas, conjugando propostas musicais de diferentes registos e matrizes, numa tentativa – assumida pela organização – de “agradar a todos”.
Assim, no palco do Largo da Portagem, instalado na área do parque de estacionamento à saída da Ponte de Santa Clara, a entrada na noite aconteceu com os djs entertainers Kiss Kiss Bang Bang, que criaram ambiente para a entrada em cena da mítica banda Per7ume, com quem a multidão chegou ao momento sempre muito esperado da contagem decrescente para o brinde do início do novo ano.
Como era de esperar, ninguém arredou pé no espetáculo de fogo de artifício, que antecedeu o concerto da banda cabeça de cartaz da festa – os Gipsy Kings, que já tiveram melhores dias, é certo, mas que ainda continuam a ter muitos fiéis seguidores.
Para quem não aprecia a banda de Tonino Baliardo, outras sonoridades e outros ritmos avançaram na noite, em dois palcos diferentes.
De um lado, a música moderna, na Praça do Comércio, com o dj conimbricense Code, os Insert Coin, que incluiu a atuação do apresentador da SIC, João Paulo Sousa, e outro dj da cidade: KY-MO.
No terceiro palco, na Praça 8 de Maio, Rui Tomé e Luís Pinheiro – também eles djs de Coimbra – deram vida à Revival Music, para um público que não escondeu as saudades das noites do States e do etc…
Ontem, no Facebook, o presidente da Câmara lembrou que Coimbra é a “terceira cidade do país com mais eventos culturais ao vivo”, o que ficou comprovado com o réveillon, com “excelente disposição e superlativa organização”.
“Obrigado ao S. Pedro, a tod@s aquel@s que construíram e participaram nas festividades e também aos que trabalharam no dia 31 e no dia 1, nos mais diversos locais e profissões”, rematou José Manuel Silva.

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