Tribunal de Montemor-o-Velho sem serviços por falta de eletricidade
O Palácio da Justiça de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, está hoje sem qualquer serviço em funcionamento, por se encontrar sem luz, devido a um problema no quadro elétrico, revelou fonte judicial.
De acordo com a mesma fonte, os “graves problemas” no quadro elétrico do Palácio da Justiça de Montemor-o-Velho existem há vários meses.
“O primeiro piso do edifício, onde funcionam os Juízos do Comércio e de Competência Genérica, está sem eletricidade. Como o servidor de informática está instalado nesse mesmo piso, também não é possível trabalhar nos restantes serviços”, descreveu.
A falta de eletricidade obrigou a que, durante a manhã, tivesse sido adiada uma das audiências que estava agendada, devendo acontecer o mesmo durante a tarde de hoje.
“A única sala de audiências disponível fica situada no primeiro piso, onde não há luz. O tribunal tem outra sala de audiências mais pequena, mas está a ser alvo de obras de requalificação”, referiu.
A agência Lusa contactou o juiz-presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra, Carlos Oliveira, que confirmou que o Palácio da Justiça de Montemor-o-Velho ficou hoje sem eletricidade no primeiro piso do edifício.
“Por diligência da Comarca de Coimbra, foi chamado um técnico de eletricidade ao local para ultrapassar situação. O Palácio de Montemor-o-Velho precisa de obras de manutenção, estando a Comarca de Coimbra a diligenciar, em conjugação com o Ministério da Justiça, nesse sentido”, revelou.
A Comarca de Coimbra tem como área de competência o espaço geográfico dos municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares.



Embora não sendo assunto da alçada do alcaide de MMV, dado o conhecimento obtido por este em matéria de electrotecnia, bem que ao abrigo dos princípios da celeridade e economia que caracteriza o processo judicial e a actuação judicial, a este se poderia ter recorrido para de uma forma expedita, célere e económica, resolver um problema que vem restringir o acesso ao Direito e à justiça, com prejuízos económicos gravíssimos para a sociedade.