UC financia a segunda fase de obras no edifício da AAC
A Universidade de Coimbra (UC) vai financiar, com cerca de 200 mil euros, a segunda fase de obras no edifício da Associação Académica de Coimbra (AAC) que visa intervencionar as infraestruturas elétricas, adiantou ontem, em conferência de imprensa, o vice-reitor para o Património, Edificado e Infraestruturas, Alfredo Dias.
Segundo o administrador da AAC, Rodrigo Marques o objetivo principal da segunda fase das obras na AAC são as instalações elétricas. “Numa ótica de raciocínio conjunto entre a AAC e a UC, parece-nos, após a conclusão da impermeabilização do edifício, que era urgente para que outras obras pudessem seguir”, referiu.
Além da estrutura elétrica, a rede de abastecimento de água e esgotos irão integrar esta segunda fase, como é o caso das casas de banho do rés-do-chão da AAC.
O prazo de execução da obra não foi adiantado porque há todo um processo burocrático e legal que tem de ser cumprido para se poder avançar com os trabalhos, e que, este sim, varia entre os nove e os 12 meses.
“Tal como na primeira fase tivemos de adiar o início das obras uma ou duas semanas para que pudéssemos cumprir com o projeto, o mesmo pode acontecer nesta segunda fase, sendo uma intervenção mais delicada”, disse Rodrigo Marques.
A segunda fase das obras deverá criar alguns constrangimentos no normal funcionamento nas atividades das estruturas e poderá encontrar algumas dificuldades devido ao edifício da AAC ser Património Mundial da Humanidade.
Primeira fase concluída com sucesso
A conferência de imprensa de ontem não serviu, apenas, para fazer o lançamento da segunda fase das obras, mas também para dar nota de que foi “concluída com sucesso e dentro dos timings pretendidos” a primeira fase da intervenção.
A Direção-Geral da AAC e a UC reiteraram a importância da ligação de proximidade e o diálogo entre as duas entidades para o sucesso da primeira fase, que se estende agora para as fases seguintes.
Durante a primeira fase, a Direção-Geral da AAC procurou fazer o levantamento das principais zonas de intervenção. Logo aqui ficaram espelhados diversos problemas, que segundo o organismo, se tentou resolver de imediato. Outros problemas detetados ficaram para ser resolvidos na segunda fase, até porque alguns estavam relacionados com as instalações elétricas.
João Pedro Caseiro, presidente da AAC, e o reitor da UC, Amílcar Falcão, consideram a requalificação do edifício, ainda que de forma faseada, de extrema importância para preservação do património e para que as estruturas possam desenvolver as atividades.


