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UC quer aumentar o número de alunos da CPLP

24 de às 11h37
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A UC realizou ontem, na Sala de Seminários do Colégio da Trindade da Universidade de Coimbra (UC), a Mesa-Redonda “Relações Portugal, Moçambique e Língua Portuguesa”. A iniciativa contou com vários balanços sobre a relação entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa  (CPLP), mas existe um desejo comum: “Aumentar o número de alunos da CPLP”.

A mesa-redonda contou com a participação do embaixador de Moçambique em Portugal, Joaquim Bule, do administrador executivo da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Luís Rebelo de Sousa, do presidente da Câmara de Comércio Portugal Moçambique, Rui Moreira de Carvalho, e de Isabel Carreira, membro do Conselho Geral da UC, Isabel Carreira, também moderadora do evento, começou por revelar alguns dados curiosos da Universidade de Coimbra.

“A Universidade de Coimbra tem mais de 26 mil alunos inscritos, de 98 nacionalidades diferentes. Mais de 22 mil são portugueses, mas 4.351 são de outras nacionalidades. Destes, mais de 50% são estudantes da CPLP. O Brasil é o país mais representado mas Moçambique também está no topo”, disse.

Aumento percetível de alunos moçambicanos

Mesmo com a vasta representação do povo moçambicano na UC, o desejo de aumentar esses números é percetível por ambas as partes. Na voz desse desejo está Joaquim Bule.

“A UC tem-nos ajudado e muito. Nos últimos anos foi percetível o aumento do número de alunos provenientes de Moçambique que entraram nos vários domínios. Acaba por ser importante crescer e é isso que temos feito e que queremos continuar a fazer”, referiu.

O embaixador de Moçambique acredita que as ligações entre os dois países possa ser fundamental: “Em cada cinco portugueses que encontro, quatro têm alguma ligação a Moçambique. As relações são transversais a todas as áreas e isso é muito bom”, disse.

O  vice-reitor da UC para as Relações Externas e Alumni, João Nuno Calvão da Silva, em jeito de lançamento da iniciativa realçou que “o estreitamento de laços de povos irmãos é fundamental”.

Luís Rebelo de Sousa, na sua intervenção, admitiu que Portugal tem interesse em apoiar e contribuir para fortalecer esta relação. Rui Moreira de Carvalho não tem dúvidas que o idioma (que é um dos mais falados no mundo) possa ser uma oportunidade para criar valor.

O programa da sessão ainda incluiu as cerimónias de entrega de certificados aos formandos moçambicanos e aos formandos timorenses que estão também a concluir a ação “Curso de Especialização em Criminalidade Económica e Financeira” na Universidade de Coimbra.

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