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Um mercado de Natal onde o Natal acontece todos os dias

05 de às 09h22
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DB/Foto de Pedro Ramos

O mercado alusivo à época natalícia encheu ontem o Seminário Maior de Coimbra. Mas o Natal, dentro daquelas paredes, acontece os dias.

Numa altura em que a instituição angaria verbas para realizar obras profundas de requalificação – um investimento que ronda os cinco milhões de euros –, o reitor do seminário faz questão de ajudar aqueles que também precisam de apoio.

“Achamos que nunca devemos deixar de ser solidários. Por isso, todos os meses, as angariações da eucaristia destinam-se sempre a uma causa. Durante a pandemia foram para as instituições. Agora começámos a ter causas de famílias concretas”, adiantou o padre Nuno Santos, reitor do Seminário Maior de Coimbra.

Ontem, por exemplo, os donativos da missa atingiram o valor necessário (1.500 euros) para arranjar um telhado a uma família. “Chove dentro de casa. Agora que juntámos o dinheiro necessário, só precisamos de definir a aquisição do material com a ajuda de um empreiteiro. Mas somos nós próprios – a comunidade – que vamos lá montar o telhado”, adiantou.

Para este mês, o Seminário já tem um projeto para financiar: “Trata-se de coisa tão simples como uma armação e uns óculos progressivos para uma família, também, com muitas limitações”.

“Achamos que assim, pelo menos, podemos levar esperança às pessoas”, salientou.

Este trabalho conta com a dedicação da “Comunidade das 11”, um grupo de pessoas que há seis anos, quando o atual reitor assumiu funções no seminário, começou a ir às missas das 11H00. A primeira celebração tinha 14 pessoas. Hoje são cerca de 250 na missa e mais de 100 a assistir online.

“Não queríamos que a missa fosse apenas um ponto de encontro, mas sim um ponto de chegada e um ponto de partida”, adiantou Nuno Santos. E, de facto, foi. Entre as várias atividades ao longo do ano, como peregrinações ou concertos solidários, cabe à “Comunidade das 11” organizar o Mercado de Natal, que ontem levou centenas de pessoas à instituição.

Nesta segunda edição, houve momentos musicais, artesanato, opções de presentes únicos para toda a família, doces, biscoitos e bolos, e vinho quente para afastar o frio. De acordo com o reitor do Seminário, “a ideia é criar uma marca que possa de dois ganhar corpo e criar até uma identidade”. “E com isto queremos também mostrar um bocadinho das obras. A ideia é que quem nos visita possa também ir habitando a obra”, acrescentou.

Recorde-se que o edifício central do Seminário Maior de Coimbra está a ser objeto de obras de requalificação no valor de 4,6 milhões de euros, sem qualquer apoio externo à diocese.

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