União 1919 – Devolver ao clube a mística unionista é o caminho traçado
Com 300 atletas federados na formação e com quatro estrelas atribuídas pela Federação Portuguesa de Futebol, o União 1919 apresenta-se como uma das melhores entidades formadoras do distrito de Coimbra. O DIÁRIO AS BEIRAS deslocou-se à Arregaça para perceber o novo paradigma que está a ser implementado no futebol jovem unionista.
Na formação, o clube apresenta-se com 11 equipas a participar em campeonatos federados. Uma num campeonato nacional (Sub-15, na 2.ª Divisão) e 10 nos campeonatos da Associação de Futebol de Coimbra (AFC). Nas competições não federadas, aparecem os petizes e os traquinas.
Na organização estrutural de todo o clube, para além do presidente, Fernando Soares, destacam-se ainda dois nomes: Bruno Rodrigues, coordenador técnico da formação, e Márcio Serra, diretor da formação. Em funções no clube há dois anos, os dois elementos desenvolvem todo um trabalho de coordenação e organização. O caminho está traçado e os objetivos estão delineados: “Queremos devolver a mística unionista aos nossos atletas”.
“Antes de tudo, tentámos criar uma identidade. Desde que estamos a aqui que pretendemos criar um perfil de atleta, com o propósito de devolver ao clube a mística unionista”, começou por dizer Bruno Rodrigues.
Em sintonia, Márcio Serra completou o raciocínio: “Queremos que esse atleta esteja connosco, cresça connosco e quem sabe se não fará parte do futuro plantel sénior”.
O presidente do clube, Fernando Soares, revelou mesmo que “muitos atletas não querem sair e que alguns deles já assinaram contratos de formação”. O dirigente ainda ressalvou que oito jogadores da equipa sénior passaram pelas camadas jovens do clube.
Atleta unionista
procurado por “tubarões”
Apesar de alguns casos em que é possível a permanência do atleta, Márcio Serra admite que o processo não é fácil: “Todas as semanas recebemos telefonemas de várias equipas de topo nacional para observarem alguns dos nossos atletas. O jogador do União 1919, hoje em dia, é muito procurado. Ao mesmo tempo, isso também nos dá algum orgulho e satisfação. É sinal que o trabalho está a ser bem feito”.
Para que isto aconteça, os dois elementos da estrutura do União 1919, a par com o presidente, procuram o recrutamento de “bons treinadores”: “Para termos bons jogadores, temos que ter treinadores com capacidade para tal”.
Treinadores passam
por formações internas
Mesmo com esta incessante “caça”, os responsáveis não têm dúvidas de que ninguém nasce ensinado e, por isso, o clube aposta em formações internas.
“O crescimento gradual de um treinador é fundamental. Não só a nível técnico ou tático mas também psicológico e no ramo da liderança”, explica Bruno Rodrigues.
Exemplo disso mesmo é que, na última época (2021/2022), o União 1919 dispunha de dois treinadores estagiários da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física. Em 2022/2023, os unionistas já contam com oito treinadores em situação de estágio. Outro exemplo é que as equipas técnicas do clube já têm alguns casos de treinadores efetivos que passaram pela situação de estágio.
Para além dos oito treinadores estagiários, as equipas técnicas de formação contabilizam ainda mais 24 treinadores. Os coordenadores ainda referiram que todas as equipas têm à disposição um treinador de guarda-redes: “É uma posição específica”.
Dar credibilidade
à marca União 1919
Fernando Soares exaltou o trabalho desenvolvido: “É um orgulho enorme ser o clube com mais atletas a nível distrital. Estamos a crescer e os atletas querem vir jogar para o União 1919. É um trabalho que está a dar credibilidade ao clube”.
O responsável máximo do clube referiu que todo o caminho está traçado. A “formação de homens e mulheres” é um objetivo diário do clube, sendo que a colocação de mais equipas nos campeonatos nacionais passa a ser uma meta a curto prazo.


