Vento forte fez voar parte da cobertura da Escola Secundária na Lousã
Uma parte da cobertura de um pavilhão de aulas da Escola Secundária da Lousã voou na madrugada de ontem em resultado do vento forte que se fez sentir na vila.
A situação foi detetada pelos primeiros funcionários que entraram na escola ontem de manhã, contou ao DIÁRIO AS BEIRAS o diretor do Agrupamento de Escolas da Lousã, Pedro Balhau, que foi informado na viagem matinal que estava fazer naquele momento para a escola.
A ocorrência não justificou a suspensão das aulas, que decorreram noutras alas da escola. Refira-se que nesta escola, a interrupção letiva do Natal só terá início a 22 de dezembro porque é um dos estabelecimentos de ensino que adotou o calendário escolar por semestres.
Perímetro de segurança até á conclusão da reparação
Nesse contexto foi criado um perímetro de segurança, com interdição de circulação dos alunos no átrio central e nos dois lanços de escadas mais próximos do buraco do teto, referiu o responsável.
Todavia, notou que a corrente de ar criada pela abertura provocou um efeito chaminé do interior o para o exterior, razão pela qual, o pedaço de cobertura que se desprendeu foi projetado para fora do edifício.
Pedro Balhau garantiu que a comunicação da ocorrência à Câmara Municipal foi imediata, com resposta pronta dos serviços: depois de uma avaliação no local, a meio da manhã de ontem já estava na escola o material de substituição da cobertura, adquirido numa empresa especializada de Penacova.
A reparação decorreu foi concluída ainda antes de almoço.
A cobertura é feita de placas de policarbonato duplo, “mas que já estão resssequidas, e por isso tinham sido colocadas cintas de fixação, mas era uma solução precária”, esclareceu o diretor.
Projeto de requalificação foi adiado
De resto, os sinais de degradação do edifício já foram reportados há alguns anos ao Ministério da Educação, mas a responsabilidade passou para a jurisdição do município na sequência do processo de transferência de competências do Estado Central.
Por esta razão a autarquia avançou com um projeto de requalificação, candidatado e aprovado pela União Europeia, com uma comparticipação de 85% de fundos comunitários.
Todavia, no mês de maio passado, o executivo municipal decidiu adiar a empreitada, que já estava adjudicada, devido ao aumento dos custos na construção civil na sequência da inflação, agravada pela guerra na Ucrânia, o que aumentaria os custos da obra em cerca de um milhão de euros. Foi essa a justificação na altura dos serviços da autarquia liderada por Luís Antunes, esclarecendo que “uma nova candidatura, será possível ainda este ano, com condições mais favoráveis”.


