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Vento forte fez voar parte da cobertura da Escola Secundária na Lousã

20 de às 10h05
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Uma parte da cobertura de um pavilhão de aulas da Escola Secundária da Lousã voou na madrugada de ontem em resultado do vento forte que se fez sentir na vila.
A situação foi detetada pelos primeiros funcionários que entraram na escola ontem de manhã, contou ao DIÁRIO AS BEIRAS o diretor do Agrupamento de Escolas da Lousã, Pedro Balhau, que foi informado na viagem matinal que estava fazer naquele momento para a escola.
A ocorrência não justificou a suspensão das aulas, que decorreram noutras alas da escola. Refira-se que nesta escola, a interrupção letiva do Natal só terá início a 22 de dezembro porque é um dos estabelecimentos de ensino que adotou o calendário escolar por semestres.

Perímetro de segurança até á conclusão da reparação

Nesse contexto foi criado um perímetro de segurança, com interdição de circulação dos alunos no átrio central e nos dois lanços de escadas mais próximos do buraco do teto, referiu o responsável.
Todavia, notou que a corrente de ar criada pela abertura provocou um efeito chaminé do interior o para o exterior, razão pela qual, o pedaço de cobertura que se desprendeu foi projetado para fora do edifício.
Pedro Balhau garantiu que a comunicação da ocorrência à Câmara Municipal foi imediata, com resposta pronta dos serviços: depois de uma avaliação no local, a meio da manhã de ontem já estava na escola o material de substituição da cobertura, adquirido numa empresa especializada de Penacova.
A reparação decorreu foi concluída ainda antes de almoço.
A cobertura é feita de placas de policarbonato duplo, “mas que já estão resssequidas, e por isso tinham sido colocadas cintas de fixação, mas era uma solução precária”, esclareceu o diretor.

Projeto de requalificação foi adiado

De resto, os sinais de degradação do edifício já foram reportados há alguns anos ao Ministério da Educação, mas a responsabilidade passou para a jurisdição do município na sequência do processo de transferência de competências do Estado Central.
Por esta razão a autarquia avançou com um projeto de requalificação, candidatado e aprovado pela União Europeia, com uma comparticipação de 85% de fundos comunitários.
Todavia, no mês de maio passado, o executivo municipal decidiu adiar a empreitada, que já estava adjudicada, devido ao aumento dos custos na construção civil na sequência da inflação, agravada pela guerra na Ucrânia, o que aumentaria os custos da obra em cerca de um milhão de euros. Foi essa a justificação na altura dos serviços da autarquia liderada por Luís Antunes, esclarecendo que “uma nova candidatura, será possível ainda este ano, com condições mais favoráveis”.

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