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Opinião: “Direito à greve sim. Anarquia não”

31 de às 11h47
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Os aeroportos constituem uma das mais importantes portas de entrada no País, cuja qualidade de serviços e infraestruturas são interpretadas por quem nos visita como uma espécie de “cartão de visita”.
Para um País como Portugal, em que o turismo assume a cada ano uma exponenciação da sua importância para o desenvolvimento da economia, aterrar em Lisboa constitui uma experiência em que muitos se interrogarão sobre o desejado encanto do destino que escolheram para fruir de justas férias ou desenvolver uma qualquer atividade de negócio.
As greves e plenários acontecem num sucedâneo difícil de entender, perpetradas por múltiplas entidades capazes de paralisar serviços. Desde os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), à Groundforce, sem esquecer a Transportadora Aérea Portuguesa (TAP), que nos depaupera a cada dia com o seu infindável prejuízo e muito discutível qualidade, todos se rogam o direito de suspender serviços ao abrigo de direitos adquiridos, vulgo greve, muitas vezes travestidas de plenários, sem acautelarem a obvia necessidade de serviços mínimos de qualidade e sem atenderem ao impacto que esta obvia indigência traz quer para o cidadão comum quer para a imagem do País como um todo.
Não nos basta acolhermos quem nos visita em instalações cuja multiplicidade de “remendos” nos remetem para uma cansada “manta de retalhos”, que já deu mais do que podia, como ainda ousamos sobre esta fazer incidir todo um conjunto de serviços que nos devem fazer refletir e que não respeitam sequer os mais velhos ou pessoas com mobilidade reduzida.
Paulatinamente, insistimos em criar condições para destruir o que conseguimos criar durante décadas sendo importante que não se ignore que as chamadas “galinhas dos ovos de outro” também têm de ser alimentadas sob pena de o deixarem de ser.

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