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Opinião: “Que propõe para promover o arrendamento de habitação acessível?”

07 de às 11h11
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A habitação acessível deve ser uma prioridade na execução política local. A melhor forma de conseguir ter mais habitação é intervir diretamente nos edifícios que são propriedade do Estado e requalificar os espaços para que possam ser habitados.
Outra forma de intervenção, politicamente menos simpática, mas mais eficaz é aumentar o Imposto sobre os Imóveis para quem tenha edifícios devolutos para o máximo legal (taxa de 0,45% dos prédios urbanos avaliados). Muitos proprietários só agem mediante pressão económica ou risco de perda do imóvel. E a Figueira da Foz é um dos concelhos do país com mais alojamentos abandonados, devolutos ou sem ocupação.
Falta um levantamento exaustivo por parte da autarquia relativo ao estado de conservação dos edifícios, quantos precisam de obras estruturais, qual a necessidade de melhora na eficiência energética, edifícios “doentes” e tão mal concebidos que devem ser demolidos,…etc.
Outras medidas passam pela captação de investimento externo e uma bolsa de casas devolutas para alugar, ligando o interesse de quem investe e a quem tem imóveis devolutos, ou em ruína, e não tem capacidade para investir.
Por último, será útil instituir inovar e criar programas de arrendamento acessível através de investimento próprio municipal em habitação, bairros cooperativos e eficientes do ponto de vista económico e ambiental, virados para famílias jovens que queiram partilhar um espaço de qualidade.

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