Opinião: “Da Bênção das Pastas”
Decorreu neste fim-de-semana a Bênção das Pastas. A título pessoal tenho a dizer que é das tradições que mais me marca e que considero das mais belas. É um momento de comunhão com as nossas próprias conquistas Académicas, com a nossa família, colegas e amigos onde se celebra a esperança do laboro futuro justo e próspero.
Com especial relevância neste dia, têm as Oito fitas que engalanam as pastas dos Estudantes, símbolo máximo do mérito Académico. Mérito Académico esse que não vem única e exclusivamente das capacidades intelectuais próprias mas sim das contribuições conjuntas de todos quanto as assinam. Os colegas, os familiares, os Professores, os Padrinhos, o noivo/a (simples namoro não conta pois ainda não é sacro, nem eterno!), em suma, todos aqueles que foram importantes na edificação não só de um especialista na área, mas de um indivíduo humano com capacidades morais e técnicas para edificar uma civilização.
Originalmente intitulada como a “Consagração dos Quintanistas ao Sagrado Coração de Jesus” é efetivamente uma cerimónia religiosa mas o peso e importância que têm ganho ao longo dos anos transcende a fé Cristã (sem prejuízo à própria)! Tal está patente não só na proliferação desta cerimónia junto da maioria das instituições em Portugal como pelas sucessivas gerações de crentes e não crentes que todos os anos se juntam no seio da nossa alma mater para celebrar as Sete Virtudes Cristãs.


