Opinião – Metamorfoses
A obesidade (Índice de Massa corporal superior a 30 ) está a subir em Portugal a níveis nunca imaginados, e sobretudo em crianças. A obesidade está associada a obstipação, dor articular, doença do sono (mal dormir, roncopatia), diabetes e por fim doença hipertensiva (a origem do AVC e do enfarte). A obesidade não tem graça nenhuma e deve ser corrigida. Construída uma força nacional de prevenção do seu malefício. A obesidade está associada sobretudo ao excesso de componentes açucarados (hidratos de carbono que comemos no arroz, massa, pão, batata, refrigerantes, pastelaria, etc) e os malefícios da alimentação estão associados ao excesso de carne e alimentos derivados dos animais. Os melhores alimentos que podemos ingerir, que são a fruta (as que se alteram menos ao descascar são as melhores), os legumes, os produtos vegetais em geral, a batata-doce, as favas, o feijão, as sementes, a curcuma, a levedura, estão numa percentagem demasiado baixa na vida dos portugueses. As propriedades alimentares interferem em inúmeras funções do organismo e há uma opção política funesta do tratamento sobre a prevenção.
A cultura em prol da saúde tem de ser pela positiva e não pelo medo e pela violência. O que temos de educar nas escolas é a alimentação, a postura física, os comportamentos de vida saudável e abdicar das agendas políticas e do trabalho pelo processo revolucionário em curso com vista ao cidadão anódino, medicamentado, cumpridor de regulamentos e normas, seguidor de impactantes agendas mas substancialmente obeso e com máquina para o ajudar a dormir depois de muito e mal comer.
Os temas favoritos são a banalização do aborto (a prevenção é que deve ser a política), a eutanásia (o envelhecimento saudável é que deve ser a alternativa), o ambientalismo radical (a defesa de uma alimentação com mais plantas e menos carne e peixe é que é o caminho), a política de género nas escolas a baralhar crianças e a desconstruir as prioridades, o excesso de entretenimento para docilizar as gerações que assim vão dependendo dum estado que “trata”, que “protege” mas evita prevenir, reduzir, corrigir os erros, porque esta é a estratégia do negócio! Infelizmente a esquerda, onde nasci para a política, amoleceu nesta caminhada obesa e doente.


