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Opinião: Coimbra – Mons inter Colles!

20 de às 12h58
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Decorrem neste momento as candidaturas para o Ensino Superior. Uma camada geracional de jovens sedentos preenche, com um misto de nervosismo, incerteza e entusiasmo a lista de instituições de ensino superior a que se vai candidatar. Dizem as estatísticas que há uma grande preferência das primeiras três opções pelas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. A percepção maioritária é que é aí onde se situam as melhores instituições e onde há as melhores oportunidades de emprego, que convenhamos, é uma análise justa e perto da realidade. Atraídos pela prospeção de um melhor ensino e de melhores salários, muitas famílias fazem esforço monetário e sentimental extra para colocar os seus filhos a estudar nas metrópoles. No entanto, há um factor crucial que não se transparece através das médias de colocação: A formação extra-curricular, que é tão importante como a vertente Académica e especialista. Afinal de nada serve um canudo se é estafermo! Neste aspecto, e em conversas que partilho com colega das Capitais, Coimbra é uma montanha no meio de colinas! A oferta da Universidade de Coimbra é sem igual. A Associação Académica, com os seus Núcleos, funciona como um grande centro de formação que fomenta a responsabilidade, iniciativa e dinamismo. Nela qualquer estudante seja Engenheiro, Médico ou Caloiro desenvolve valências cruciais ao nivel da gestão de tempo, de pessoas e projectos. As Secções Culturais laboram ano inteiro requerendo aos seus participantes nada mais do que tempo (comparem com as quotas dos grupos recreativos de Lisboa, que atingem a dúzia mensal) e as Secções Desportivas a maior oferta que eu conheço ao nível Académico com resultados espantosos para os orçamentos anuais de que dispõem. E, depois claro está, o próprio ecossistema social da Academia: que vibra com as eleições quasi-mensais, com os convívios e tarefas para organizar um carro da Queima das Fitas, com os festivais de Tunas e folclore Académico…todas estas actividades e oportunidades resultam na formação de indivíduos altamente capacitados não só na sua área de expertise como também enquanto cidadãos responsáveis e já “calejados” para as azáfamas da vida adulta. De certo que a formação numa instituição de nome reconhecido internacionalmente e colocada estrategicamente numa metrópole onde se apresentam todas as grandes empresas é apelativo. Mas não seria proveitoso reponderar os critérios de reconhecimento e valor das Instituições de Ensino Superior com um foco na formação de cidadãos aptos ao invés de nomes indiferenciados?”

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