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Opinião: Tratar o digital por tu

13 de às 11h51
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O mercado de trabalho continua fortemente pressionado por uma necessidade crescente de profissionais com competências digitais. Os motivos são conhecidos e são vários: dos desafios que se colocam às empresas e ao setor público no âmbito da transição digital e que requerem cada vez mais competências nesta área; do número de empresas tecnológicas que se têm vindo a instalar no nosso país, algumas das quais com políticas agressivas de contratação de pessoas; da maior facilidade do teletrabalho nas áreas tecnológicas que, sobretudo desde a pandemia, tem permitido a muitos destes profissionais mudarem recorrentemente de emprego, muitas vezes sem nunca se terem deslocado aos escritórios das empresas que os contrataram, etc.
Esta pressão elevada de procura no mercado de trabalho traduz-se numa forte rotatividade das equipas nas organizações. Fruto da elevada concorrência e da escassez de candidatos, estas organizações deparam-se com cada vez mais dificuldades no momento da contratação. E se por um lado é difícil que as escolas e as universidades possam vir a formar suficientes profissionais de tecnologias, importa também, por outro lado, que se reforcem fortemente as competências digitais, investindo a todos os níveis, não só nos muito avançados, mas também nos níveis mais básicos da literacia digital.
Neste sentido, podemos dizer que, este mês de outubro começa bem, com o lançamento do “Mês Nacional das Competências Digitais” por parte do Governo no âmbito do INCoDe.2030, uma iniciativa integrada de política pública dedicada ao reforço de competências digitais. A campanha de comunicação desta iniciativa, à qual pedi emprestado este título – #tratarodigitalportu – tem como objetivo aumentar a digitalização de pessoas e organizações. E conta com ações concretas, nomeadamente para desenvolver o pensamento computacional, desde o nível de ensino básico, ajudando a que na vida futura os jovens possam ser agentes para fazer do digital um companheiro efetivo na esfera da competitividade e do crescimento económico.
Fazem parte do calendário deste mês, iniciativas como “Eu Sou Digital” para capacitação de competências básicas digitais de pessoas com mais de 45 anos; “EuSouDigital@Escolas” que junta alunos e avós de todo o país; “ENSICO” que leva aulas de computação a jovens do ensino básico; e o Programa “Emprego + Digital 2025”, no qual serão lançadas ações por exemplo para desenvolver competências na área de cibersegurança.
É hoje tão relevante investir na capacitação das empresas e em melhores serviços públicos como promover o talento e as competências digitais de todos. E estas e outras iniciativas como a Academia Portugal Digital estão a polarizar essa promoção nos últimos tempos. Previsto neste Programa está também o diagnóstico das competências digitais para que, a partir da consciência do nível de maturidade digital em que se encontram, as pessoas possam avançar no conhecimento e nas suas competências, dando mais um contributo para que possam “tratar o digital por tu”.

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