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Opinião: Uma visão estratégica para Coimbra 2023

01 de às 12h46
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As consequências económicas da COVID-19 e da guerra na Ucrânia são catastróficas. As pessoas, as empresas e as autarquias são fortemente afetadas. Em sentido oposto, o Governo está a cobrar mais 20-30% em impostos, com aumentos da receita do Estado acima de 5 mil milhões de euros.
Em 2022 e 2023 será de 12 milhões de euros o impacto negativo no orçamento da Câmara devido à subida da inflação e dos preços dos materiais, da energia e dos combustíveis; o orçamento para 2023 foi elaborado em clima de economia de guerra e de uma profunda indefinição e contenção.
O facto de se estar num período de transição entre quadros comunitários de financiamento adia o lançamento de novos grandes projetos; ainda não começou o diálogo sobre o PT 2030.
O orçamento e as Grandes Opções do Plano (GOP) para 2023 são fulcrais para fazer face às dificuldades económicas e para a Câmara cumprir o seu programa, materializado em 9 grandes eixos: equilíbrio orçamental, cumprimento da descentralização, reforço das Freguesias, garantia de apoios sociais, melhoria dos transportes e da qualidade de vida das pessoas, clusters da Cultura, Saúde, Educação, Turismo, Ambiente, Inovação e Tecnologia, fortalecimento da marca Coimbra, promoção do desenvolvimento económico sustentável e criação de emprego.
Só através do desenvolvimento e do fomento de mais atividade económica e industrial é possível gerar mais riqueza local e mais receita camarária, de forma a melhorar a prossecução da complexa e exigente missão autárquica, a bem das pessoas, do concelho e do país.

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