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Opinião: Pompeu – Estarei longe, mas estarei contigo!

16 de às 14h29
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Como deves calcular, também eu tentei ser poeta, pintor e até músico. Mas para desgraça minha, a cada poema de amor que fazia a apaixonada pirava-se; tentei pintar, não a natureza morta, mas a beleza da natureza, mas faltava-me a inspiração e o jeito; e lamentavelmente, cada vez que tentava dedilhar as cordas de uma viola, não conseguia suportar a dor dos dedos.
Diziam eles, tenta, continua a tentar que vais lá. Sabia como ia, mas não sabia como chegava!!

E assim, passei a admirar os meus Amigos que têm jeito para isso tudo e mais alguma coisa, superando desta forma a frustração de não conseguir sair da “cepa torta”!

Obrigaste-me a revisitar alguns autores – escuso nomear – e revisitando-os, tenho de citar D. Francisco Manuel de Melo; “Saudade, um mal de que se gosta e um bem de que se padece”!

Não poderei estar na apresentação do teu livro. É lamentável, eu sei, mas tu sabes as razões.

Vais apresentar poemas de tua autoria. Bom poeta me saíste tu, dirá alma mesquinha que passa – já passou! – pela vida sem dar conta.

Tenho só de fazer, aqui e agora, relembrando-nos – e a outros Amigos e Amigas que muito estimamos – deixar o meu testemunho do cidadão Fernando Pompeu. Não o “dos direitos”, mas o academista dos “muitos costados”, que teve comigo, com o João Mesquita – que tem, ou ainda tem, uma cadeira no estádio Cidade de Coimbra só sua – e com o Fernandes da Silva, a ousadia de fundar o “Jornal Académica”, que aproximou milhares de estudantes e antigos estudantes, o desporto e a cultura da Academia de Coimbra nos 4 cantos do mundo.

Alguns frustrados fizeram-lhe a cama! Coitados. Não sabem o que perderam!

Tantos e tantos anos juntos, muitas vezes discordando fortemente e “raspando” o limite da má educação – os Amigos são assim – porque de erros se constrói a vida e as Instituições, fez de nós os mais críticos de nós mesmos!

Tivemos sempre para nós próprios, exigência, exigências, muito e muitas mais do que para outrem. Isto de egos e alter egos – transtorno dissociativo de identidade – não era para nós, nem nunca serviu para autodefesa!

Há gente, alguma malta que não perceberá. Mas deixa lá, porque há coisas que também não são para eles…!!!

O nosso primeiro contacto foi algum tempo antes de, com os saudosos Campos Coroa e Fausto Correia, embalares para a direcção da Académica.oaf.

Porquê esta referência? Porque aqui reside, também e sobretudo, a citação de D. Francisco Manuel de Melo.

Viviam-se tempos complicados, era preciso dar uma dimensão nacional à “Briosa” e tu bateste-te por isso.

Coimbra abraça Lisboa com a participação do Luis Goes que se emocionou até às lágrimas com a interpretação extraordinária da “Romagem à Lapa” pela Carrucha das “Fans”, da portentosa interpretação do grupo de fados “Pardalitos do Mondego” e da FANFARRA Académica de Coimbra e o apoio incansável do Carlos Carranca que, com os braços abertos nos receberam na Lusófona.

Nessa noite, brutal, começou a desenhar-se a subida de divisão da equipa de futebol da Académica.oaf que disputaria um fantástico jogo com o Estoril Praia, que ganharia, mas que o mais famoso interveniente foi o “gajo da lareira”!

Futebol também é arte porque é poema e sobretudo, porque é Académica!

Recuando no tempo, os “Lentes” atreviam-se a “fazer a linha” a Mestre Cândido de Oliveira – no tempo em que os Professores Catedráticos da Universidade de Coimbra eram, torciam, e sofriam pela sua Académica – !

Pode ser que um dia, sabe-se lá em que geração…!

Fizeste de tudo um pouco.

Não tenho a certeza nem garanto que vou devorar o teu livro. Um dia…claro!

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