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Opinião: As obras no polo da saúde justificam os constrangimentos de circulação automóvel?

04 de às 10h25
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SIM
Pois, mas…. Estão a decorrer obras de monta, um pouco por toda a cidade, por conta do metrobus e de substituição de redes de água e saneamento. A cidade está virada do avesso com grandes constrangimentos à circulação automóvel e mesmo pedonal. Na zona do Hospital os constrangimentos são ainda maiores. A zona dos HUC é já, mesmo em condições normais, um pesadelo em termos de acessibilidade e mobilidade. Diariamente, acedem ao hospital milhares de funcionários e milhares de doentes, sobretudo nas horas das consultas externas e de ponta da manhã. Com o início das obras do Metro, a situação só poderia agravar-se. Era evidente. Dir-se-ia “O Senhor de La Palice, /Morreu em frente a Pavia, / Momentos antes da sua morte, /Podem crer, inda vivia” …
Deixemos por agora a discussão de fundo sobre os benefícios e prejuízos do metrobus para a cidade.
Com as obras do metro em curso, o que importa perceber é que plano de mobilidade foi concebido para minimizar os seus constrangimentos. Que medidas foram pensadas e se serão adoptadas. Como acedem os funcionários e os doentes ao Hospital? Há alternativas fiáveis de deslocação para os HUC sem o automóvel particular? Alteração de linhas e de horários de transporte que facilitem esse acesso? Foi estudada a possibilidade de, durante as obras, os transportes públicos para o Hospital serem gratuitos (e fiáveis), reduzindo a utilização do automóvel? Há soluções de estacionamento que conjugadas com o transporte público permitam minorar as deslocações infernais?

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