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Opinião: A nova estratégia para a programação é a adequada para tornar o Convento São Francisco uma referência na zona Centro?

18 de às 09h46
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Considerando o que foi divulgado, é possível trilhar um caminho.
O Convento São Francisco (CSF) apresentou em dezembro a programação para o primeiro semestre de 2023. Aí são enunciadas alterações em termos de estratégia global para este espaço cultural que pode ter dimensão regional e nacional.
Segundo o CSF, na nova programação haverá uma maior diversificação da oferta musical, que passa por “uma aposta mais vincada na área da dança ao nível da criação e formação artísticas, por um assumido enfoque nas encomendas e estreias em Coimbra, por uma presença mais acentuada de artistas sediados neste território na grelha de programação, pela criação de projetos que resultam de parcerias internas entre setores da autarquia (nomeadamente a cultura, a ação social e a educação) e pela consolidação e maior difusão do projeto expositivo e educativo”.
Ora, a estratégia assim definida pode ser positiva. É fundamental para a vida cultural do concelho e região a agora anunciada presença mais acentuada de artistas sediados na cidade e região e o desenvolvimento de projectos baseados em parcerias internas da autarquia.
Mas o CSF, acrescente-se, deve ainda promover parcerias com os vários agentes criadores de Coimbra. O CSF pode e deve ser um espaço que envolva as companhias de teatro da cidade e da região, os seus músicos e outros artistas. O CSF deve ser um lugar de dinamização e de desenvolvimento do que de valioso e inovador já existe em termos de produção cultural em Coimbra.

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