Opinião: Concorda com a auditoria à divida da câmara?
SIM
Concordo que seja realizada uma auditoria. As auditorias na dimensão financeira permitem avaliar o grau de desempenho de uma instituição e identificar as não conformidades dos seus atos de gestão, mas na dimensão política contribuem para esclarecer os contribuintes/eleitores, se efetivamente os governantes investiram ou desperdiçaram preciosos recursos financeiros, provenientes dos nossos impostos!
No panorama político nacional, temos uma governação socialista que conseguiu plantar muitas dúvidas na cabeça dos portugueses. Os constantes casos no seio do Governo, a gestão da TAP, a indemnização milionária da administradora e o “volte-face” da privatização após uma frustrada nacionalização, leva qualquer pessoa de bom senso a ter legítimas dúvidas em relação aos governantes.
No Município da Figueira da Foz, os anteriores executivos assumiram decisões que vão ter um grande impacto orçamental no futuro, é importante situar essas decisões, avaliando o custo/benefício das mesmas e o seu impacto financeiro nos mandatos seguintes.
Ainda na dimensão política, uma auditoria contribui para precaver o “pântano” das interpretações, se no passado a dívida do município da Figueira da Foz funcionou com uma “arma de arremesso político”, com interpretações para todos os gostos, hoje deve ser interpretada como um exemplo de rigor técnico e transparência política.
Se levarmos em conta o atual contexto político vivido em Portugal, e tudo o que já foi dito relativamente à dívida do município da Figueira da Foz, reitero a minha posição: concordo que seja realizada uma auditoria! A César o que é de César!



Mas quem é que não concorda alguma vez com uma auditoria? Só alguém que seja auditado e tenha a certeza que fez coisas erradas. Fora isso, uma auditoria não é mais do que uma verificação de que as coisas estão (ou deveriam estar) bem. Ser auditado não é sinal de ser culpado. Bem pelo contrário deveria ser sinal de que tudo está bem e que a auditoria confirmou isso mesmo.