Geralopiniao

Opinião: Como preparar a força de trabalho para a era da Computação Quântica ?

02 de às 10h34
0 comentário(s)

DR

As ferramentas de Inteligência Artificial (IA) Generativa, cresceram de um total de quinhentas e cinquenta e duas ( 552 ) no inicio de Janeiro, para oitocentas e trinta e seis ( 836 ) no início de Fevereiro, ou seja, em apenas um mês, são mais 284 possibilidades em 49 categorias de “Insight to Action” utilizando algoritmos de inteligência artificial.
É chegada a hora de gerir a “Abundância Algoritmica”, ponderando os níveis de responsabilidade, responsividade, rentabilidade, atitude mental, bem estar e felicidade organizacional, bem como o sempre necessário equilíbrio trabalho-emprego, agora em co-autoria com ferramentas e entidades/chatbots de IA.
Mas para além da euforia em volta da Inteligência Artificial Generativa, importa manter um atenção real sobre os progressos da investigação, da industrialização e comercialização dos primeiros computadores quânticos, bem como dos algoritmos de inspiração quântica que estão na base dos avanços na descoberta de medicamentos, novos meta-materiais, na análise de risco financeiro, ou na otimizaçao de redes inteligentes de energia, ao mesmo tempo que se fazem os primeiros sistemas de Resistência Computacional Pós-Quântica, fundamentais para o domínio de riscos cibernéticos e a manutenção da Soberania dos Estados na era Quântica.
Há cerca de duas décadas, no virar do século XX, o mundo acordava para o conceito de “Digital Divide” ou fratura digital, para significar uma preocupação societal sobre aqueles que dominavam as redes digitais, e os que não tinham acesso aos benefícios que a democratização da informação viria a oferecer ao universo das industrias, comércio e serviços eletrónicos.
Duas décadas depois, uma outra divisão se percebe. O “Quantum Divide” ou a fratura quântica, entre aqueles países que começaram a investir em pesquisa académica, empresarial e educativa nas tecnologias e sistemas de Computação Quântica e, os que continuam “divertidos” a fazer mais do mesmo, sem dedicar a necessária atenção e antecipar o futuro em Deep Tech, desenvolvendo Pólos e Departamentos para as Industrias de Conhecimento Computacional Quântico.
Durante a corrida ao ouro no Velho Oeste Americano, muito poucos ficaram ricos, outros endividaram-se e, só alguns ganharam sempre, as pessoas que sabiam fazer as pás e peneiras, ferramentas essenciais ao garimpo. Saber fazer as “pás e peneiras quânticas” nem será mais uma vantagem mas sim, uma imperiosa necessidade, se quisermos manter-nos em alinhamento com o desenvolvimento económico, social e técnico.
Para a corrida ao “Ouro Quântico”, importa desenvolver ações de formação de curta duração e alta intensidade, para treinar a futura força de trabalho e, ao mesmo tempo lançar programas educativos para os primeiros ciclos e secundário, continuado no superior, com vista ao desenvolvimento de uma “Nova Geração”, sagaz, e mais capaz de operar tanto em atividades determinísticas, como nas tarefas probabilísticas que estão na base dos Sistemas e Tecnologias de Computação Quântica , essenciais à competitividade futura e à sustentabilidade do país e das suas pessoas, empresas e instituições.

Autoria de:

Deixe o seu Comentário

O seu email não vai ser publicado. Os requisitos obrigatórios estão identificados com (*).


Geral

opiniao