Opinião: Deveria haver uma draga em permanência na região?
SIM
Sendo o porto da Figueira da Foz uma estrutura que dá resposta a todo o tecido empresarial de uma região, este deve permitir a entrada e saída de embarcações sem interrupções, para além da salvaguarda da segurança. Só assim é possível dar uma resposta efetiva a todos os “stakeholders” envolvidos nas operações portuárias e nas operações de produção de energia offshore, previstas para a nossa costa.
O porto da Figueira da Foz bateu mais um recorde de movimentação de mercadorias, dois mil e duzentos milhões de toneladas no ano 2022, apesar dos constrangimentos que todos conhecemos, nomeadamente o assoreamento da barra, o que implica que nem sempre atinja o mínimo de 6 metros. Este estrangulamento leva a que muitas operações que poderiam ser realizadas no nosso porto sejam desviadas para outros.
Também a atividade piscatória seria protegida e beneficiada com o desassoreamento permanente, nas questões da segurança, que é o bem maior para os nossos pescadores, podendo assim exercer a sua atividade em permanência na Figueira da Foz.
A operação diária de uma draga é fator fundamental para a competitividade do nosso porto, principalmente até à conclusão das empreitadas previstas, shot de grandes dimensões, três milhões de m3, a introdução de equipamento de dragagem fixa, bypass e o aprofundamento do calado até aos 8 metros. Este último permitirá a navegabilidade de embarcações de carga e de turismo até 150 metros.
Este executivo tem vindo a promover a realização de reuniões, sessões de esclarecimento e a pressionar constantemente os responsáveis da Administração Central, constatando que, sobre esta temática, todos estamos a navegar no mesmo sentido, especialmente a Administração do Porto da Figueira da Foz.


