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Opinião: Coimbra soube utilizar, nestes 10 anos, a classificação como Património da Unesco?

09 de às 09h51
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SIM
Na manhã do dia 22 de junho de 2013, a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia foram declaradas Património Mundial da UNESCO. Coimbra vibrou de alegria e multiplicaram-se as manifestações espontâneas de regozijo, que culminaram com a realização de uma serenata na escadaria da Sé Velha, tradição que se mantém durante as Festas da Cidade.
A RUAS (Associação Recriar Universidade, Alta e Sofia), gestora do Bem, promove, anualmente, o SONS DA CIDADE, evento cultural com o objetivo de festejar e assinalar a efeméride.
Na sequência da distinção, foram levadas a cabo diversas ações de qualificação e promoção do Bem. Foram criados diferentes itinerários turísticos, dedicados, exclusivamente, ao conjunto dos 32 espaços classificados, colocando este património em diálogo e relação com outros monumentos classificados já existentes no território.
Sublinho, ainda, as sinergias que se geraram entre as entidades gestoras dos edifícios classificados e os agentes comerciais, turísticos e culturais da cidade, que se traduziu no expressivo aumento do número de visitantes. Recorde-se, no entanto, que grande parte dos espaços abrangidos estão sob a administração de diferentes entidades públicas e alguns edifícios são propriedade privada, sobre os quais o Município não tem competências nem responsabilidades diretas. Para Coimbra aproveitar melhor a classificação como Património da UNESCO é importante alargar o olhar sobre este legado de valor universal e promover circuitos de visita que permitam percorrer todo o espaço classificado, atraindo mais pessoas à Baixa e à Rua da Sophia.

 

 

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