Opinião: O trabalho remoto é bom para a carreira?
O Expresso publicou esta 3.ª feira, dia 28, um estudo (realizado para a UGT por Paulo Pedroso do ISCTE) que indica que metade dos profissionais reconhece limitações às progressões na carreira como consequência do trabalho remoto. Esta era uma constatação que já se ia ouvindo, mais ou menos em “surdina” e há algum tempo… “quem não aparece, esquece”. Em relação às mulheres trabalhadoras já existiam estudos dizendo que a sua opção por teletrabalho as estava a prejudicar nas progressões na carreira (Jornal de Negócios, 9/7/2021 ). Agora parece ter-se generalizado esse efeito.
A opção de teletrabalho concedida aos colaboradores tem sido implementada de diferentes formas pelas empresas: algumas definem dias fixos para todos estarem no escritório, como medida para promover a interação entre as pessoas e reuniões em equipas mais alargadas; outras permitem que sejam as pessoas a definirem as suas preferências, embora indiquem um ou dois dias de trabalho no escritório; outras, ainda, optaram pelo trabalho apenas em modo remoto. As empresas tiveram de se adaptar a esta realidade criando novos espaços nos seus escritórios, de modo a permitir reuniões entre equipas mais pequenas e com sistemas de videoconferência (nem todos estão no escritório), espaços de criatividade, mas também de convívio porque quem está anos seguidos em teletrabalho/trabalho remoto, dificilmente tem a mesma possibilidade de socializar com os colegas. Por outro lado, há preferência por postos de trabalho não alocados a uma pessoa específica, generalistas qb, em que todos têm equipamentos iguais e em que cada um trabalha onde entender ou se sentir em verdadeiro “estado de fluxo”. Resumindo, em todos os pormenores é notória a preocupação com o bem-estar das pessoas e em incluir inúmeros serviços que facilitem a vida de todos. Se tanto se tem lido sobre o facto de os Millennials e a geração Z estarem focados em carreiras que lhes garantam um propósito e equilíbrio entre a sua vida profissional e privada, para além de bem-estar, eu diria que as empresas têm isso bem presente e estão alinhadas com esses requisitos.
Porque é que com espaços de trabalho tão aprazíveis, as pessoas continuam, ainda hoje, a não estar muito interessadas em voltar ao escritório se puderem optar? Permanece a ideia de que o trabalho remoto é o melhor dos 2 mundos? Reconhecem-se vantagens em termos de redução de gastos extra e de tempo com deslocações, indumentária, conforto, proximidade das escolas dos filhos, liberdade de ser nómada e trabalhar em qualquer local. Muitos referem que concentração e produtividade são maiores em modo remoto. Talvez sim, desde que se tenha uma disciplina “férrea” – deep focus – para estar 100% focado durante o tempo de trabalho e “desligar” após, ou seja, excelente para alguns e um pesadelo para outros, em função da personalidade de cada um. E as progressões “se não sou visto”? Esse tema fará as pessoas voltarem ao escritório? Essa é a questão de um milhão de dólares…



Na realidade há cada vez mais portugueses a consumir medicação psicotrópica por via de doença mental tendo como causa principal os ambientes de trabalho tóxicos, com colegas e chefes tóxicos. Ele é depressões, perturbações alimentares, perturbações da ansiedade, perturbações aditivas, e uma variedade de doença mental que nunca mais acaba. Ao que parece, até já se pensa em incluir na próxima revisão da DSM a Psicose Tardia Laboral para contemplar esses novos casos. Nesses casos, em que os tóxicos se entendem bem no local físico de trabalho, será uma boa opção para os saudáveis manterem-se em trabalho remoto. Deste modo, mantém-se a homeostasia dos doentes e preserva-se a sanidade dos saudáveis. Caso contrário, pode suceder mais um triste episódio de catanada. Isto porque todo o indivíduo saudável tem também o seu limiar de sanidade mental.
Perdão, queria dizer antes: Até os saudáveis têm um limiar para a insanidade mental, doença mental. A propósito de doença mental, os técnicos de saúde são os últimos a admitir que estão gravemente doentes, mentalmente. O que é um grande problema. Como exemplo deste paradoxo, veja-se os investigadores que fazem investigação sobre perfeccionismo padecendo eles próprios de perturbação alimentar, uma das conhecidas marcas do efeito destrutivo de certo tipo de perfeccionismo. Não há recompensa económica ou progressão na carreira que compense a doença mental por exposição a ambiente de elevada toxicidade relacional. Obrigado!
Veja Agora Como faturo mais de
R$ 4.397,00 por mês " Trabalhando no conforto de Casa" Através de um SIMPLES e PRÁTICO passo a passo com técnicas de Home Office.
Usando apenas um CELULAR ou COMPUTADOR com INTERNET. https://bit.ly/TrabalhoEmHomeOfficeDaMelhorManeir…