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Opinião: TAP – Titanic à P(S)

11 de às 09h41
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Estávamos em 2015 quando o governo PSD/CDS optou por vender a TAP.
As razões eram claras: num mercado livre, não existia nenhum motivo plausível para o Estado português deter uma companhia aérea.
Em 2015, não existia propósito para Portugal ter uma empresa comercial de voos pelos mesmos motivos que hoje não os há.
Num mercado livre e global, não é possível a uma empresa ser competitiva acautelando o interesse dos contribuintes e se não é possível fazer esta salvaguarda então não há razão para o Estado intervir com o dinheiro dos portugueses.
Tudo isto sabia mas ignorou o Partido Socialista. Fê-lo por várias razões mas, em momento algum, por interesse público.
Nunca o PS teve uma estratégia para a companhia aérea que protegesse ss necessidades e a carteira dos portugueses.
O governo liderado por António Costa apenas quis reverter uma política do governo anterior para gerar a ideia de que era um mau negócio para os portugueses enquanto, na verdade, fazia um negócio político para garantir o apoio do PCP à geringonça. A opção que considero desastrosa ja significou uma injeção de mais de 3.200 milhões de euros de impostos pagos pelos portugueses.
O problema é que a tática política e a infantilidade de Pedro Nuno Santos saiu cara e demonstrou, de forma prática, os vários males dos governos do PS.
Em primeiro lugar, foram anos e anos a causar prejuízo imenso aos portugueses. Os governos socialistas sempre preferiram escolher pessoas sem experiência ou capacidade suficiente para a gestão da companhia com danos claros para a carteira de todos nós.
Em segundo lugar, todos perdemos dinheiro sem termos as contrapartidas devidas. O Porto e o resto do país nunca foram beneficiados e chegámos ao cúmulo de ter voos da TAP, para o mesmo destino, mais baratos a partir de Espanha do que de Portugal.
Por fim, a triste novela acabou a ser prova viva da forma irresponsável e pouco transparente com que o PS mistura o partido, o parlamento e o Estado numa sucessão de trapalhadas que arrasam a credibilidade do poder político.
Como no filme Titanic, todos vemos o barco afundar. O problema é que, desta vez, infelizmente são os portugueses os tripulantes de um desastre que poderia ter sido evitado se houvesse responsabilidade e sentido de Estado.

A minha actividade durante a semana passada
Acompanhei as reuniões do grupo parlamentar e das várias comissões em que estou envolvida.
Intervim em plenário, uma vez mais, na defesa do interior, criticando o centralismo que atrasa o país. Participei em reuniões de Grupos de Trabalho; Participei nas comemorações do feriado Municipal de Tábua;

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