Opinião – Vencer é a palavra de ordem!
A democracia vive dias difíceis em Portugal. Não pelo facto de o dia a dia político ser transmitido e retransmitido amiúde pelas várias televisões, mas pelo déficit de discussão interna nos partidos políticos.
A política espectáculo, com muita gente a debitar opiniões sobre o que não sabe constitui um fraco nível de participação.
Pouco me importam as várias sondagens que vão surgindo, dado que, os cidadãos com dinheiro no bolso “aguentam” o partido que governa!
Não me esqueço o “leitão que tive o privilégio de oferecer” – se tivesse apostado pagavam outros – pelo facto do PS ter vencido as eleições legislativas com maioria absoluta. Também não esqueço e não entendo que, os que vaticinavam a derrota no PS – nem sequer era a vitória com maioria relativa – continuem a debitar palpites nas diversas estações de televisão.
Insistir no erro, significará que não existem mais comentadores em Portugal, ou estão como os futebolistas que têm contratos a peso de ouro e a rescisão custa muito dinheiro?
Mas, vamos ao que interessa.
Estamos a poucos meses de um acto eleitoral muito importante – eleições europeias – apesar dos portugueses preferirem abster-se do voto. Pouca motivação para um acto eleitoral cuja importância nunca foi devidamente assumida pelo poder político. Parece até – parecerá só? – que não são importantes, a não ser para quem é eleito?
Mas de imediato, quase, realizar-se-ão eleições autárquicas e legislativas. As eleições presidenciais, terão uma análise própria!
Haverá, afirmo-o, uma correlação entre estes 3 actos eleitorais, o que me parece estar a ser completamente desvalorizado pelos partidos políticos, a não ser que alguns pensem que António Costa não chegará ao fim da legislatura. Até poderá acontecer, mas à cautela todos deverão pensar no futuro e não dar nada por adquirido.
Não será despropositado começar a definir o perfil dos vários candidatos porque, enunciar, que não anunciar nomes, embora alguns já estejam na berlinda, só serve para anular candidaturas autárquicas.
O verão nada tranquilo chegará ao fim, aproximar-nos-emos do fim do ano com quase todos os candidatos escolhidos em segredo para não afastar a militância partidária, porque as eleições são sempre para vencer.
Mesmo com este espeço de tempo – timing para quem gostar mais – os partidos políticos irão ter imensos problemas, porque os candidatos serão substancialmente menos dos que os ambicionam ser e, mais grave, os eleitos ainda serão em menor número.
Ora, fazer a correlação e definir uma estratégia neste momento será de uma dificuldade extrema. É o “chamado elefante numa loja de vidros”! Qualquer falha é a morte do artista!
Quem tiver mais sangue frio nesta altura será quem vai tirar dividendos no futuro. A pressa é inimiga da perfeição!
Por outro lado, ninguém duvida – e os factos estão aí – que algumas organizações partidárias locais já começaram na correria! Têm um mau pensamento estratégico quem pensa que sozinho consegue chegar à vitória!
Num clima como o que vivemos neste momento, a corrida para chegar à meta em primeiro lugar é como uma prova ciclista de velocidade em pista coberta; o que vai à frente estará sempre com atenção em quem vem atrás!
O cuidado com que este problema for tratado, determinará a vitória nas várias eleições. Não em apenas uma, mas em todas!


