Opinião: Uma Europa mais presente em Coimbra
Já aqui o disse, mas quero voltar a frisar: nos próximos 7 anos, Portugal irá receber cerca de 45 mil milhões de Euros de fundos Europeus repartidos entre o FEDER, Fundo de Coesão, Fundo Social Europeu, Política Agrícola Comum, Fundo Marítimo e das Pescas, e o mais recente instrumento europeu criado pela Presidente Ursula von der Leyen, o nosso conhecido Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Desde a nossa adesão à União Europeia em 1986, este constitui o maior pacote financeiro alguma vez recebido por Portugal, uma oportunidade única para sair mais forte da pandemia, transformar as nossas economias, e criar novas oportunidades profissionais que se traduzam em empregos a médio / longo prazo. Efectivamente, estas são verbas avultadas que implicam o envolvimento da sociedade no seu todo, desde parceiros económicos e sociais, instituições académicas e de ensino superior, ou organizações não-governamentais.
Mas implica sobretudo que agentes políticos, sobretudo municípios e regiões se mobilizem activamente para pensarem estrategicamente em como pretendem melhorar o seu território: que investimentos estratégicos devem ser efectuados para melhorar a qualidade de vida das populações? Como se pode apoiar a modernização e aumento da competitividade da economia local, das empresas ou de novos projectos empreendedores? Como se pode melhorar a sustentabilidade e eficiência energética dos nossos territórios?
Entendo que esta é a altura de agentes políticos, económicos e sociais se unirem num esforço colectivo para pensarem estrategicamente a sua região, analisarem quais os projectos que podem ter financiamento directo através dos fundos europeus ou mesmo candidatar a verbas geridas pela Europa, como o projecto Bauhaus é um bom exemplo. Um desafio actual, que implica o envolvimento de todos que queiram positivamente mudar a nossa sociedade. Todos nós temos de participar para que a Europa esteja mais presente em Coimbra.


