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Opinião: A Onda de Buarcos deve ser valorizada?

04 de às 13h14
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SIM
Não são muitas as cidades que têm a sorte de ter como activo um fenómeno natural que é único na Europa e dos poucos no mundo. A introdução do surf como peça-chave e factor diferenciador na promoção e valorização de algumas cidades portuguesas já se iniciou há alguns anos e é evidente que os desportos de ondas têm a capacidade de transformar por completo o futuro de uma comunidade. Temos um desses exemplos bem perto, na Nazaré.
Após mais de uma década, os frutos do desenvolvimento de outras cidades permitem agora à Figueira retirar ilações e construir o seu próprio paradigma. A Onda de Buarcos, pelas suas características naturais, tem um efeito redutor no chamado “crowd”. É uma onda que requer um nível avançado, mas é no aspecto físico (quando há ondulações grandes) que esta redução se torna mais notória.
A valorização da onda pode e deve ser feita através desta premissa, e para isso surge a promoção de Buarcos como um spot de ondas grandes, chamando para a região os surfistas que recorrem a motas-de-água para apanhar ondas humanamente impossíveis de aceder.
A época das ondas grandes começa em outubro e termina em abril, ferramenta de combate à sazonalidade. Os surfistas de ondas grandes têm outro poder económico, passam meses nos locais com equipas e estruturas. A comunidade de surf local aprende e beneficia deste contacto.
A promoção e divulgação alastra de forma natural e orgânica. Esta valorização da onda e o seu reconhecimento pela cidade e pelo mundo é um garante da sua protecção. Valorizar a onda é alavancar a cidade, e a câmara municipal já deu o primeiro passo.

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