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Opinião: Formato das comemorações do 25 de Abril deve manter-se?

11 de às 10h50
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O 25 de Abril de 1974 abriu o futuro e é nessa perspetiva que, na minha opinião, devemos honrá-lo, celebrando a liberdade tal como ela é como deve ser vivida, de forma responsável e com sentido cívico e de comunidade.
Discursos inteligentes, sem dúvida, mas muitas vezes redundantes e pejados de (pre)conceitos ideológicos em que muitos (já) não se revêem e que os mais jovens (já) nem sequer conhecem, afastam as pessoas do que devia ser uma festa da democracia.
O que me agradaria? Algo como uma exposição que pudesse ser itinerante ou replicada pelas freguesias, idealmente nas escolas de todos os níveis e adaptada às várias idades, cingida aos factos e não ideológica. E no dia, ou na véspera, um concerto, uma festa, um arraial popular que pudesse juntar os que celebram o 25 de Abril mas também aqueles que consideram que foi igualmente importante o que, depois, no 25 de Novembro, colocou fim ao PREC, porque tudo fez parte da história que nos trouxe até aos dias de hoje.
É tempo de sanar, junto dos mais velhos, as feridas que persistem, até porque, junto dos mais novos, o que é fundamental é trazê-los para a defesa da democracia participativa, da cidadania ativa, e isso não se faz persistindo nos modelos do passado.
Façamos dos 50 anos do 25 de Abril, no próximo ano, um momento de viragem no modelo das comemorações desta efeméride, tornando-a na festa que deve ser, uma celebração de todos, verdadeiramente democrática e inclusiva e multilateral, ou seja, que abrace a esquerda e a direita democráticas do nosso país. Liberdade, sempre, “ismos”, de qualquer espécie, nunca mais.

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