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Opinião: I.A.: Inteligência Artificial ou Inteligência Aparente?

15 de às 09h05
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Chat GPT… Desde o seu lançamento em Novembro de 2022, que muito se tem debatido: o que é; quais as mudanças que traz parra as empresas e, no final, qual o seu impacto na sociedade. Muito do que temos lido nos últimos tempos, foca-se na transformação que as novas ferramentas de I.A. podem trazer ao mundo das empresas e do emprego. Chegados aqui, o que podemos retirar de tudo isto: estamos a viver uma nova revolução digital ou um mero episódio passageiro?
Comecemos então pelo início. A expressão I.A. (Inteligência Artificial) designa umaconjunto de técnicas matemáticas e de lógica, que permitem que um sistema informático simule o raciocínio que os seres humanos utilizam para aprender com novas informações e tomar decisões. Um sistema informático com inteligência artificial faz previsões ou executa ações com base em padrões de dados existentes e pode aprender com os seus erros para aumentar a precisão. A I.A. capacita assim uma máquina a reproduzir competências semelhantes às humanas como é o caso do raciocínio, a aprendizagem, o planeamento ou até mesmo a criatividade. Algumas tecnologias de I.A. existem há mais de 50 anos, mas o grande desenvolvimento da capacidade de processamento, os novos algoritmos e, principalmente, a disponibilidade de quantidades elevadas de dados, levaram aos avanços a que temos assistido. Para quem quiser saber mais, podem encontrar vários recursos sobre as várias categorias/áreas de I.A., em particular: Machine Learning, Neural Networks e Deep Learning.
Para refletirmos sobre os impactos nas empresas e nos produtos/serviços, foquemo-nos nas principais aplicações:
1 )Natural Learning Processing (Voz e Texto)
2 ) Computer Vision (Imagem e Vídeo)
3 ) Data Science (Análise de Dados)
Em relação ao processamento de Voz e Texto, temos assistido ao aparecimento de novos serviços em áreas tão variadas como: Chatbots associados ao atendimento e sites de comércio eletrónico; sistemas de comunicação por voz (ex. Alexa); sistemas de correção de texto ou tradução (ex. Grammarly ou Google Translate) e claro, ferramentas de processamento e conversação como o Chat GPT. As ferramentas de visão por computador têm permitido a criação de novas aplicações de reconhecimento facial (ex. telemóveis Android ou iPhone), sistemas de identificação biométrica ou aplicações para condução autónoma (ex. Tesla ou marcas como a GM, Lucid, Hyundai ou Polestar). Por outro lado, as aplicações de Data Science têm levado à criação de sistemas de recomendações (como os do Youtube ou Netflix) ou sistemas de previsão de diferentes tópicos, desde a meteorologia a dados financeiros. É isso mesmo: a I.A. está aí em força e já beneficiamos dela em vários momentos do nosso dia-a-dia… É caso para dizer, está bem e recomenda-se (literalmente).
Apesar desta aparente saúde, existem desafios e receios que teremos de enfrentar. Os resultados produzidos pela I.A. dependem de como as ferramentas são concebidas e dos dados que utilizam. Tanto as ferramentas como os dados podem tornar-se tendenciosos – intencionalmente ou não. Por exemplo, ao contratar ou demitir pessoas, levar a decisões influenciadas por dados de etnia, sexo ou idade. E quem será responsabilizado pelas decisões tomadas pela I.A. em casos como a condução autónoma? Já a utilização de equipamentos de reconhecimento facial ou de rastreio online, levantam questões sobre o direito à privacidade e à proteção de dados.
Deste breve texto penso ser fácil concluir que estamos perante um novo período de mudança acelerada. Estas mudanças estão já a permitir avanços significativos em aéreas desde o diagnóstico de diversas doenças até à forma como aprendemos e gerimos o conhecimento. Para as empresas acredito que assistiremos ao desenvolvimento de uma nova geração de produtos e serviços, incluindo em setores muito importante para a economia portuguesa: economia verde e circular, saúde, moda ou turismo.
Está pronto para abraçar esta mudança?

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