Opinião: Os nadadores-salvadores devem ser profissionalizados?
SIM
Esta é uma questão pertinente e alvo de debate atual em Portugal: pela falta de nadadores-salvadores, em contraponto com o aumento da duração da época balnear, que se inicia cada vez mais cedo e se prolonga por mais tempo.
Considero que a profissionalização da atividade seria benéfica, quer pelo treino mais abrangente e especializado que deveria exigir, tornando mais eficazes as respostas em situação de emergência, quer pelo aumento de profissionais disponíveis para atuar a tempo integral, garantindo a necessária presença constante nas praias.
Estou consciente que esta decisão poderá trazer preocupações financeiras e estruturais. A criação de uma equipa de nadadores-salvadores profissional, exigirá pagamentos de salários, despesas com os cursos/treinos e a aquisição de equipamentos adequados, nomeadamente de primeiros socorros e de sistemas de comunicação eficientes.
Tudo isto representa um investimento significativo, sendo necessário avaliar a sua viabilidade e impacto na comunidade, ponderando os ganhos ao nível da segurança pública.
Não obstante, a esta equipa poderiam juntar-se voluntários, provavelmente com resultados positivos. Reconhecer a motivação dos nadadores-salvadores na ajuda desinteressada aos outros, é importante, na medida em que é um ato cívico nobre que deverá ser valorizado.
Concluindo, ponderem-se as necessidades específicas da Figueira da Foz e tome-se uma decisão consciente, priorizando o mais importante, a melhoria das condições de segurança da comunidade autóctone e turística.



