Geralopiniao

Opinião: A longevidade digital e a “imortalidade” algorítmica!

20 de às 10h33
0 comentário(s)

DR

Para nós humanos, nada há mais real do que outro ser humano. De um ponto de vista holístico, o humano continua a ser o AMR (Ativo do Mundo Real) mais importante, e, o elemento a partir do qual evoluem um conjunto de atividades comerciais e industriais com relevância máxima para a construção de quotidianos transacionais, a dinamização de redes de relações com impacto nos sentidos e emoções que cada um carrega na sua componente física e, cada vez mais, na sua envolvente com a imersão em atmosferas digitais.
Em toda a extensão da literatura anglo-saxónica, observamos o nascimento de uma perspetiva de análise de 4Es ( Embodied, Embedded, Enacted, Extended), a qual serve um conjunto de narrativas associadas, numa tentativa para melhor descrever os contextos tornados realizáveis, pelas tecnologias da informação e e as novas engenharias da cognição e da emoção.
O representacionalismo digital, algorítmico e imersivo, hoje expresso (embedded) na “pessoa” e através da voz de John Lennon novamente com os Beatles !, na holografia (embodied) de Angélico (falecido em 2011 ) “ressuscitado” em concerto dos D’Zert de Maio de 2023, no estranho mas comovente duo de Elis Regina com a sua filha Maria Rita (Extended), ou os já memoráveis “avatares 3D” da rainha Elisabeth II (Enacted), são capazes de despertar a ideia de uma “ressurreição” estranha, mas, atuante.
Nos anos oitenta do século XX, Ioneji Masuda falava na possibilidade de aparecimento de uma era centrada na Criatividade em que as atividades se desenvolvem numa lógica de afirmação da inteligência pelo uso de instrumentos “pensantes”, porque eles mesmos construídos a partir de materiais computacionais capazes de simular cognição e emoção.
Gradualmente, vamos assistindo a uma simbiose real/virtual, entendível e mensurável à luz das tecno-indústrias de informação e computação quântica, e em que as tecnologias de realidade virtual, aumentada e 3D permitem “ressuscitar” John Lennon, Angélico, Elis ou a rainha Elisabeth II , anunciando a hora de discutir longevidade e a possibilidade de “imortalidade” algorítmica através da concretização do Digitalismo Volumétrico e Holográfico.
Na afirmação prática da ideia de Digital Twin ( Gémio Digital) até ao “Homo Digitalis”, que se projeta na experiência ciberfísica, emergem desafios socio-emocionais complexos na medida em que há necessidade de “aprender a aprender”, a viver num mundo em que o status quo está permanentemente a ser alterado / negociado.
Encontrar equilíbrios entre uma imaginação inflacionada / utópica que produz Euforia, e a desilusão / distópica que revela Depressao, é trabalho para pessoas, empresas e instituições pensantes e atuantes, com a necessária intencionalidade estratégica de não sucumbir perante os preconceitos associados ao Idadismo, e, estimular o Envelhecimento Ativo, na forma e com a substância que descobre longevidade e imortalidade, tanto na felicidade momentânea como no bem estar coletivo, evolutivo e sustentável.

Autoria de:

Deixe o seu Comentário

O seu email não vai ser publicado. Os requisitos obrigatórios estão identificados com (*).


Geral

opiniao