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Opinião: “O País não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo”

21 de às 13h31
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É uma farturinha de sondagens. Penso que existem muitos ciúmes – paixões mal- tratadas? – entre várias instituições. A cada sondagem conhecida já sabemos que estará outra para sair! Será o mau tratamento dado a uma ciência muito em voga – “benchmarking” – que determina que cada um investigue e melhore a sua prestação corrigindo os erros de outrem que estará na ordem do dia, ou será tão só uma vontade insofismável de derrubar o governo do PS e António Costa?
Nunca se terão muitas certezas, a não ser quando dia a dia se ouvem os mesmos comentadores. É que, são os mesmos que diagnosticaram todos os males da governação do PS na anterior legislatura, e que, classifique-se, diziam que se via na cara das pessoas a vontade de mudança!
Na verdade, mudou, não como alguns queriam, mas passou de um governo minoritário dependente da vontade, também, de uns quantos, para uma maioria absoluta!
Na opinião dos portugueses, o que mais os preocupa – diria eu, e bem! – é a governação. Muito bem.
Acompanho os portugueses nessa preocupação. Mas mais à frente nota-se que:
1- Perguntados se o seu rendimento familiar era igual ou superior há um ano, 79% responderam que era igual ou superior – 51% igual e 28% superiores.
2- Relativamente à qualidade dos alimentos consumidos, 74% manteve a qualidade e 06% aumentou.
3- Quanto a contrair dívidas, como por exemplo, uso do cartão de crédito, pedir empréstimos, pedir fiados, 67% manteve e 16% aumentou
4- Relativamente a fazer férias fora da sua residência habitual, 62% dizem que sim e 18% dizem que provavelmente, sim. Ou seja 80% dos portugueses!
5- Perceber-se-à que apenas 2% dos portugueses se preocupe com a Educação, Impostos e Justiça?
Uma nota importante, para dizer que a guerra já não é um dos maiores problemas!
Se percebermos que o comum cidadão entende que o país está pior do que há um ano, num valor aproximado de 65%, percebe-se que a opinião generalizada, cerca de 70%, é que o governo deverá “levar” a legislatura até ao fim?
Percebe-se que assim deverá será ser, já que a decisão política das “contas certas” é absolutamente decisiva para que deixem de se pagar milhões de euros de juros, podendo investir essa verba no bem comum, nomeadamente na Saúde, na Justiça e na Educação.
Percebe-se que será decisivo aumentar o valor das exportações – já são 50% do PIB – investindo a verba do PRR em empresas viáveis, justas e sérias, além naturalmente, na capacidade do Estado melhorar a sua prestação.
Percebendo-se que a justiça é julgada na praça pública pelo disparate de alguns, é de salientar que a justiça portuguesa, principalmente o crime, está muitos lugares acima da média europeia, sendo que, apenas 1% “faz mal à justiça”, porque os julgamentos mediáticos é que são notícia!
Teremos, digo eu, teremos mesmo, de respeitar e ajudar a justiça, impondo a cada um de nós a capacidade de filtrar tudo o que nos entra pelos olhos e ouvidos!
Estarei de acordo com todos os que defendem um Serviço Nacional de Justiça a sério. Não o que hoje o país vive com o apoio judiciário, em que um advogado, sem ler absolutamente nada sobre um processo, apenas diz, “faça-se justiça”!
O cidadão que não tem condições para pagar a um advogado deverá ter outro mecanismo que o defenda. O Estado de Direito assim o impõe!
Os salários e a produtividade deverão preocupar o governo. E terá de legislar em conformidade, para que não “fujam” para paraísos fiscais milhares de milhões de euros. Mas também para colocar no seu devido lugar as dezenas de milhar de empresas que vivem à margem da lei com 350 mil trabalhadores precários.
Mais uma vez, os comentadores mediáticos – de qualidade é diferente – ainda devem estar a pensar o que vão dizer nos próximos tempos. Recomendo que estudem durante as férias para que banalizem a demagogia e se centrem no discurso de qualidade!
Enquanto a oposição for fraca, muito fraca mesmo, António Costa mantém-se calmo e tranquilo, governa com tranquilidade fazendo as reformas que se lhe afigure como imprescindíveis, baralha e torna a dar, porque sabe que, no fim, volta a ganhar em 2026.

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