Opinião: Acredita que o Estado e o casino vão chegar a acordo?
SIM
O casino da Figueira da Foz é o mais antigo da Península Ibérica, com licença de jogo desde 1927. O desenvolvimento da Figueira da Foz, goste-se ou não, esteve sempre dependente do interesse das sociedades que geriram o casino.
De há uns anos para cá, devido ao desenvolvimento económico do país e à vinda de outros grupos económicos para o nosso concelho, levaram, felizmente, a que a correlação de forças fosse alterada, levando a que as tomadas de decisão não dependessem só de uma sociedade económica.
É certo, também, que a evolução política em Portugal veio ajudar nesta transformação. Não obstante, é inegável que o casino é importante para a cidade pelo volume financeiro que gere.
Lamento, contudo, que a receita dos impostos do jogo não seja entregue apenas ao município e seja distribuído por uma região que em nada participa na criação desta receita.
O casino emprega cerca de 80 pessoas, não contabilizando os funcionários das empresas que lhe prestam serviços. Encerrá-lo constituiria outro problema social grave para o concelho, pelo desemprego e todas as consequências negativas inerentes.
Assim, não me parece que exista outra alternativa possível, para além de um entendimento entre a empresa em questão e o Estado. Cedendo no que tiverem de ceder, acautelando os interesses de ambos.
Aproveito para apelar para que, após resolução desta questão, e esperando a continuidade do casino, que se volte a apostar numa programação cultural e recreativa relevante, durante todo o ano e não somente nos meses de verão. Os figueirenses merecem e a economia local agradece.


