Geralopiniao

Opinião: Setembro como recomeço

11 de às 10h05
0 comentário(s)

Agosto passou e esta silly season foi bastante agitada social, política e economicamente falando. A economia da zona euro regista um crescimento anémico ( 0,3% no segundo trimestre) e mostra sinais de contração na Alemanha e em França. Em Portugal, os sinais são também preocupantes, em particular no abrandamento da recuperação no turismo e no consumo das famílias, “presas” entre a crise da habitação e a escalada dos juros e da inflação. No mês passado, para além das inenarráveis JMJ, o país teve de superar 2 ondas de calor, assistiu ao escalar da tensão política e à discussão sobre os primeiros nomes candidatos à sucessão do atual presidente da República.
Entretanto chegámos a setembro, o mês de vindimar e de planear. De regressos e recomeços.
É agora o momento de retomar aulas, treinos e projetos. Para muitos é o arranque de novos ciclos, para outros é a preparação dos últimos e cruciais meses do ano, e para alguns é já tempo de orçamentar e planear 2024. Seja qual for o caso da sua empresa, estou certo que para muitos o segundo semestre “começa” agora e a execução nos próximos quatro meses vai ser crítica para fechar 2023 com um saldo positivo. Tal como para as vindimas, é tempo de arregimentar ou mobilizar as pessoas: nas empresas isto significa refocar, realinhar, fortalecer e unir as suas equipas.
Paralelamente, muitos gestores vão abordar as próximas semanas com a preocupação do planeamento do próximo ano. É o momento de definir novos objetivos, orçamentos e metas. Considero que para além de ser um momento importante para a empresa, é uma oportunidade de refletir sobre os valores e missão da organização. Partindo desta reflexão podemos começar por estabelecer objetivos a longo prazo, e só depois dar os vários passos que vão desde a análise da situação atual, definição de planos de ação e metas (curto prazo), e por fim a implementação dos processos de medição e monitorização.
Num artigo de opinião não consigo explanar as diferentes teorias e técnicas que existem para o planeamento estratégico numa empresa. Quero apenas realçar algumas notas sobre as duas dimensões: interna e externa. Internamento, o alerta é para o desafio que, hoje mais que nunca, deve nortear qualquer gestor: o envolvimento da equipa. É importante auscultar, debater e comunicar durante estes momentos de definição. É uma oportunidade única de “sentir o pulso”, receber insights preciosos e motivar. Envolver as pessoas na definição de objetivos e metas é uma ferramenta poderosa de motivação! Em 1968 o psicólogo Edwin A. Locke publicou os primeiros textos sobre a teoria de definição de metas da motivação. Este foi o princípio do que depois foi definido por George Doran como os objetivos SMART (Specific, Measurable, Achievable, Relevant e Time-Bound).
Do ponto de vista externo, é fulcral analisar e integrar os desafios tecnológicos e de negócio. Os próximos tempos trarão alguns eventos que podem ser a porta para entender estas mudanças como a WebSummit ou o Smart City Expo World Congress. Dias 27, 28 e 29 teremos um evento destinado a todo o tecido empresarial da região, que desafia cada um a debater como é que as empresas em cada setor vão integrar estas mudanças. Participe na Coimbra Investment Summit (https://coimbrainvestsummit.pt/).
Na sua coluna de opinião no dia 3, Miguel Esteves Cardoso declarou que este era o seu mês favorito e eu estou inclinado a concordar. Setembro é um período de transição: o verão cede lugar ao outono e a natureza começa a preparar-se para a mudança. Também para as empresas, pode ser um momento de renovação. Independentemente do que enfrentamos até agora, setembro traz a esperança de novas conquistas. Façamos deste recomeço uma oportunidade.

 

Autoria de:

Deixe o seu Comentário

O seu email não vai ser publicado. Os requisitos obrigatórios estão identificados com (*).


Geral

opiniao