A avaria do navio Mondego no alto mar
A marcação de missões com material obsoleto é incompetência. A tripulação que gritou “assim não” devia receber medalhas. Afinal os soldados mandados por incompetentes para morrerem nas baionetas podem não querer morrer nesse dia. Um mau comandante causa baixas, mas nunca se demite. Este Portugal delirante parece uma comédia!!! Lá vai o navio polémico rebocado para terra na mais boçal vergonha, na mais triste das verdades – a verdade é vil! Sabem porquê? Porque é verdade. Se eu fosse da marinha só voltava à guerra com aqueles 13 injustamente maltratados!
E porque tenho razão em referência ao navio Mondego “o rebocado” e os 13 corajosos marinheiros?
1 – porque se fosse dada ordem para levantar um avião naquelas condições estavam agora mortos. E eram condecorados. Felizmente a força aérea ouviria os sargentos e praças numa circunstância igual.
2- porque eles infringindo o código militar o fizeram com autoridade de certeza feito. A prova é tudo o que aconteceu depois.
3- porque não são militares indisciplinados e tontos mas sim gente que deve estar a dizer isto há anos a ouvidos surdos e que vão silenciando a incúria e o desleixo a troco de promoções.
4- porque como militar testemunhei lideranças medíocres, comandantes bêbados às 11 da manhã e sempre silenciados e protegidos numa hierarquia doente. Eu vi. Eu apresentei queixa. Eu assumi o castigo, mas nunca deixei de ter razão.
5- porque o 25 de Abril é uma sublevação militar, um acto heróico de insubordinação, um grito do Ipiranga. A necessidade de pontos de “time out” de “pare tudo, vamos organizar” são essenciais. A revolta pela pouca-vergonha de décadas fazia falta, já que os paióis estão cheios de lixo, os quartéis abandonados são aos milhões de metros quadrados, o material de guerra não funciona, os leopardos não vão para a Ucrânia porque não servem para a guerra. A defesa da nossa costa está entregue aos surfistas, aos pescadores de sardinha e a defesa nacional a uma GNR com Renaults 5.
6- porque temos mais oficiais que as forças armadas americanas, mais generais e almirantes que os maiores exércitos do mundo. Isto é uma alcova de especialistas que não sabem nada de missões nem de guerra, e veja-se como alguns dizem uma coisa e o seu oposto nas televisões onde babam Rússia e Ucrânia como se tivessem alguma experiência. Estou farto do Milhazes e do Rogeiro e de todos os comentadores diários.
Tenho muito orgulho nas forças armadas, na sua estoicidade, na sua dedicação, mas só em quem a tem. Tenho muito orgulho numa força armada eficiente e detesto que digam mal deles, mas o respeito ganha-se. O respeito conquista -se.
Por tudo isto o reboque do navio triste, arranjado depois da insubordinação, (imagine -se como devia estar) é um supositório no almirantado.


