Opinião: Cultura Portuguesa em Macau – Farol da Guia
Situado no cume da colina da Guia, o Farol da Guia apresenta-se como um dos monumentos do centro histórico de Macau classificados como património Mundial da Humanidade da UNESCO. Para além da sua privilegiada e deslumbrante vista panorâmica sobre toda a península, a localização geográfica de Macau no mapa mundo é retirada através das coordenadas da sua implantação.
Reconhecido como o primeiro farol de características modernas no Extremo Oriente e o primeiro a luzir na costa chinesa, a sua construção remonta ao ano de 1884 e viu-se iluminado pela primeira vez um ano mais tarde, a 24 de Setembro de 1885. Do ponto de vista arquitectónico a estrutura do edifício é em forma de coluna, com 15 metros de altura, tendo na base 7 metros de diâmetro e 5 metros no topo. O seu interior desenvolve-se em três níveis e o acesso aos pisos superiores é feito através de uma escada caracol. O aparelho iluminante, desenvolvido por Carlos Vicente da Rocha, um português natural de Macau, funcionava com lamparinas de parafina. Adjacente ao farol existe um mastro onde em dias de aproximação de tufão é hasteada a devida bandeira de aviso. O Farol da Guia enquadra-se na lista de património deixado pelos portugueses e apreciado pelos chineses. Apesar da visita ao interior do local apenas ser feita mediante marcação aquando da sua esporádica abertura ao público, este é dignamente homenageado não só nas prateleiras das lojas de souvenirs como, oficialmente, através da emissão de notas de 100 patacas pelo Banco da China, bem como de inúmeros lançamentos de selos comemorativos emitidos pelos correios de Macau.
É inquestionável a simbologia do Farol da Guia como presença física dos portugueses em Macau, através dele perpetuará a herança de luz que ilumina e guia os nossos percursos de emigrantes lusos a Oriente.


