Opinião: “O desenvolvimento do concelho tem tido em conta a coesão territorial?”
Não!Ou sim! Começo por uma “tirada” lapalissiana. (Que me perdoe o senhor de La Palisse por utilizar o seu nome em vão. Ao que consta, ele nada tinha de tótó e não proferiu expressões totós. Atribuíram-lhas.
Então: há perguntas fáceis e há-as difíceis! E a questão colocada é complexa. Porquê? Em minha opinião este concelho só pode falar em coesão territorial se se quiser comparar com outros, ficando a perder! E mesmo as suas freguesias nada “sabem” deste assunto. E deveriam conhecer por experiência própria. Entre elas há disparidades e umas sempre mais esquecidas do que outras.
Veja-se a sede municipal: perdeu em 2013 a sua freguesia e passou a depender administrativamente de Buarcos. E nesta situação que S. Julião não esquece, tem absorvido a grossa fatia do Orçamento camarário. O que se aceita porque é a maior e a mais populosa. Mas não é admissível na escala em que tem acontecido, deixando por fazer obras estruturais em sítios mais afastados da cidade.
Desenvolvimento? Não o reconheço. Sei que o movimento do porto comercial tem aumentado, sob a tutela de Aveiro, mas e as pescas?! Cada vez mais amarfanhadas pelas condições de navegabilidade da barra. Mais uma vez adiada para as calendas a solução do problema.
O turismo? Sazonal e ameaçado: praia lembrando o Saara na Figueira, paupérrimas de areia e condições de acolhimento as do sul. Indústria? Mancando. Pergunta difícil!


