Opinião: 1 Ano de Guerra na Europa
Faz agora um ano que a Rússia decidiu lançar uma ofensiva militar contra um território independente. Uma acção não provocada, não desejada e sem qualquer tipo de fundamento que ainda hoje deixa o mundo incrédulo face à enorme ofensiva militar que o Presidente Putin decidiu colocar em marcha. Um ano volvido, importa reter que o mundo se uniu em torno da Ucrânia, o mundo se uniu em torno de um povo forte, resiliente e que luta pelo ideal dos valores democráticos.
Importa sublinhar que ao longo deste ano muito acabou por mudar na cena Europeia e internacional. Aqui em Bruxelas, decidiu-se que a União Europeia e os seus Estados Membros poderiam adquirir armas e fornecer gratuitamente as mesmas à Ucrânia. A Europa da defesa encontra-se hoje melhor preparada para as adversidades futuras que poderão surgir. Ao mesmo tempo, a Europa reduziu drasticamente a dependência face à Rússia ao nível do fornecimento dos combustíveis fósseis, ou celebrando novos contractos com outros países fornecedores ou, mais importante do que tudo, pelo forte incremento do uso de projectos sustentáveis em que predominam as energias renováveis.
Foi também neste ano que a NATO viu a sua importância reforçada com o estabelecimento de novos projectos comuns, mas também e sobretudo com o pedido de adesão da Finlândia e Suécia. Hoje temos uma organização de defesa com maior capacidade estratégica e operacional, com investimentos em tecnologias emergentes e uma atenção redobrada em termos de cibersegurança.
Mas também foi neste ano que o mundo acentuou a sua divisão em termos de democracias versus autocracias, com os países que partilham os mesmos ideais e valores a aumentarem os níveis de cooperação. Efectivamente, foi um ano impensável que apenas pensámos ser possível reconhecer pelos livros de história, mas que demonstram a importância do projecto Europeu de paz e segurança.


