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Opinião: A aplicação de multas de estacionamento é uma forma positiva de fomentar a mobilidade?

23 de às 10h41
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Não,
mas a realidade assim obriga.
Na Europa, os transportes são fonte de 30% das emissões de CO2, das quais 72% são de origem rodoviária. A deslocação urbana exige um novo paradigma, pois um passageiro por veículo é insustentável para o ambiente.
O futuro é elétrico, com base nas energias limpas, como a micromobilidade (trotinetas, bicicletas), a mobilidade como um Serviço (Mobility as a Service – MaaS), transportes públicos elétricos, faixas para mobilidades suaves, estações de carga para veículos elétricos, gestão inteligente do tráfego e semáforos (City Brain – Cérebro da Cidade), “cidades 15 minutos”, planos próprios de transporte de trabalhadores, um urbanismo novo.
Quase 70% das deslocações diárias em Seul são feitas por autocarro e por metro; Barcelona prevê condicionar o trânsito em 500 ruas do bairro central; a frota de autocarros em Lublin foi toda equipada com equipamentos GSM e GPRS, dando informações em tempo real aos passageiros.
Em Coimbra, onde quase tudo estava por fazer, o sistema MetroBus irá revolucionar os transportes e reduzir em 20.000 toneladas/ano as emissões de CO2, a futura Estação Central intermodal permitirá uma nova organização da mobilidade e o plano de renovação da frota dos SMTUC tornará o serviço mais fiável e atrativo.
Falhada a pedagogia da informação, a fiscalização do estacionamento é obrigatória para combater a falta de respeito pela Lei e pelos outros, garantir a rotatividade do estacionamento no espaço urbano consolidado e induzir a utilização dos transportes públicos, essencial para a descarbonização e a luta contra as alterações climáticas.

 

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