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Opinião – A Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra é uma efetiva mais-valia para Coimbra?

31 de às 10h45
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SIM.
A Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra – Anozero, organizada pela CM de Coimbra, UC e Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), representa uma reflexão contínua e provocadora sobre espaços patrimoniais de referência, desde a Universidade setecentista, a conventos abandonados e a toda a área Património Mundial da UNESCO.
Com o título “Um lance de dados”, a primeira edição, em 2015, assentou na ideia do mundo efémero, adotando como mote “Um lance de dados jamais abolirá o acaso”, do poeta simbolista Stéphane Mallarmé.
A Bienal 2017, “Curar e Reparar”, apresentou-se no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, no Convento São Francisco, na Sala da Cidade, no Museu Municipal de Coimbra, no CAPC – Círculo Sereia e Círculo Sede, na Galeria de História Natural do Museu da Ciência, no Colégio das Artes e na Maternidade Professor Bissaya Barreto.
Em 2020 a Bienal organizou uma exposição solo, «Campo/Contracampo», de José Pedro Croft.
A exposição solo de 2023 será de Ragnar Kjartansson, um artista de expressão mundial que se apaixonou pelo espaço da exposição, Santa Clara a Nova.
Após quatro edições, conseguindo fazer maravilhas com um orçamento de 550.000 euros e devido à sua superlativa qualidade e à participação de artistas e curadores de renome mundial, a Bienal de Coimbra tem recebido destaque na comunicação social portuguesa e internacional, especialmente nos meios voltados para a cultura e as artes, e tem cada vez mais públicos visitantes, sendo já uma das marcas culturais consolidadas de Coimbra e do país, fundamental na afirmação de Coimbra na arte contemporânea em Portugal e no mundo.

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