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Opinião: A Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra é uma efetiva mais valia para Coimbra?

28 de às 09h11
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SIM
Desde a sua 1.ª edição, em 2015, a Bienal Anozero foi crescendo e ganhou reputação nacional e internacional. Cumpria a sua missão, de reflexão e de provocação, e consolidava-se, envolvendo cada vez mais pessoas, instituições e espaços. De tal modo que, logo na 2.ª edição, passou a instalar-se também no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, proporcionando uma nova forma de visitação deste monumento. A visibilidade que a Bienal trouxe a Coimbra, no campo da arte contemporânea e do património, gerou o ambiente propício à instalação, em 2020, por iniciativa do Governo e da Câmara Municipal, do Centro de Arte Contemporânea de Coimbra.
Por conta da Bienal, já passaram pela cidade mais de 150 artistas, de cerca de 40 países, cujas obras foram vistas por mais de 415 mil pessoas, fazendo do Anozero uma bienal de Coimbra para o mundo. Neste momento, a Bienal é importante para todas as estruturas culturais da cidade, pela simples razão de que veio conferir a Coimbra uma outra credibilidade em termos de produção cultural, colocando a cidade num patamar distinto, num mapa de produção e de circulação culturais que não existiam antes.
A importância da Bienal é hoje indiscutível, sendo indispensável à cidade. O que deve ser discutido, agora, com o lançamento do concurso para a reabilitação do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em que, com o beneplácito do Presidente da Câmara, a delimitação de um espaço para a Bienal deixou de ser obrigatória, são as condições para a sua existência futura.
A próxima edição está marcada para abril a junho de 2024. Perder o Anozero seria trágico para Coimbra.

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