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Opinião: A população de Coimbra está a reagir favoravelmente às obras do Metro pela cidade?

05 de às 09h06
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Não
De facto, as obras provocam sempre constrangimentos. Os cidadãos são obrigados a alterar rotinas na circulação, demorando mais tempo nas deslocações. O estacionamento torna-se mais complicado. Todas estas reacções de incomodidade são expectáveis perante uma obra pública de grande dimensão. Porém, há, na situação actual, que considerar outras causas para um evidente e acentuado desconforto ou mesmo indignação. Decorrem várias outras obras em simultâneo. Desde logo, a intervenção ao nível da infraestruturação de redes. Mas ainda, nalguns espaços, designadamente no hospital e envolvente, mais obras em paralelo. Os conimbricenses e a população dos concelhos vizinhos de Miranda e Lousã têm ainda reserva, acumulada ao longo de décadas, quanto ao próprio Metro. A história do Metro não é nada feliz. Milhões de euros gastos; projectos feitos e refeitos; carris arrancados, obrigando os utentes a transporte alternativo de má qualidade; promessas de avanço de obras, seguidas de recuos com travagens a fundo; alteração de modelo, de Metro ligeiro de superfície para Metrobus. E ainda, para ajudar, adicionou-se à carga explosiva, mais combustível… Mesmo deixando por ora a questão sobre a validade da solução de mobilidade encontrada, que não é menor, a construção do Metro iniciou-se com projectos antigos, não actualizados e revistos, com impacto relevante sobre o espaço urbano, designadamente sobre o arvoredo. Entretanto, parte da população percepciona que todos estes impactos podiam e deviam ter sido evitados ou minimizados.

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