Opinião: A vegetação do areal urbano deve manter-se?
SIM
Colocar a hipótese da destruição do ecossistema dunar neste momento, no areal da Figueira da Foz, em plena crise ambiental, é irracional. Arrasar a vegetação, uma diversidade de espécies e o solo formado, seria um “crime ambiental”, 10 anos após o início da criação de um laboratório vivo. Queremos mesmo voltar aos anos 80/90? Para quê? Para que fique mais “clean”, em nome da “claridade e do folclore figueirinha”?
O areal urbano transformou-se, é um ecossistema vivo, a manter enquanto não se inicia a remoção da areia em excesso (solução bypass). A vegetação atrai insetos e aves, promove uma fina camada de solo fértil que permite o crescimento de pinheiros e espécies arbustivas. Mais, a atual vegetação impede que haja tanta dispersão de areia e poeiras, melhora a qualidade do ar.
Este ano de 2022 houve uma afluência elevada às praias da Figueira, e não foi a vegetação que as demoveu de frequentar a praia. Pelo contrário, a vegetação funciona como uma atração, ao final do dia, observam-se bandos de pássaros e na primavera, quando há água, flores e plantas com aromas e cores únicas.
A Câmara Municipal tem desleixado a manutenção do areal urbano, os marcos de madeira estão caídos, as árvores não são regadas, as invasoras crescem, etc., dando argumentos a quem quer destruir a vegetação urbana, ou seja àqueles que querem voltar ao passado, ignorando os desafios do presente e necessidade de mais respeito pela natureza.


