Opinião: A vegetação do areal urbano deve manter-se?
SIM
Não se infira desta afirmativa resposta, que considero bonito o que temos diante dos olhos na nossa praia. Não! Muito pelo contrário. É feio e desajustado do que deveria ser o aspecto do areal. Que outrora conhecemos tão agradável à vista, sedoso e brilhante. Apetecível! Agora o que se quer é distância daquela “nova realidade”, ainda mais estranha por via do alongamento que a praia vem inexoravelmente sofrendo, por culpa da desmesurada extensão do molhe norte, que nunca deveria ter sido prolongado: uma obra “infeliz” para ser suavíssima na apreciação! Desfigurou a linda praia que tínhamos, retirou a vontade de a frequentar – quando se chega ao mar, são horas de voltar para trás! – acrescentou perigosidade à barra, uma das mais problemáticas do País, se não a mais propícia a sinistros. Mas as coisas são o que são e a realidade presente não compagina com ideias que há anos seriam louváveis e que no momento se me afiguram impraticáveis. Extirpar a vegetação que cresceu livremente, sob o “chapéu” do “processo de naturalização”, é uma delas. O que ali está são gramíneas, profundamente arreigadas e que renasceriam se porventura se arrancassem. E os custos de tal operação não haviam de ser modestos! Mas há “coisas” que deveriam ser tiradas: o horroroso mobiliário de cimento, perigoso até para as crianças nas suas traquinices. É feio, tão feio e completamente inútil.


