Opinião: “Adesão da Ucrânia à UE”
As últimas semanas têm sido bastante intensas no que diz respeito à possível adesão da Ucrânia à União Europeia, um processo que se iniciou a 28 de fevereiro deste ano quando o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky escreveu uma carta a solicitar a adesão. Nos últimos quatro meses, este processo de adesão tem seguido os trâmites legais estabelecidos pelas autoridades europeias, podendo agora culminar numa decisão favorável pelos Estados-Membros na reunião do Conselho que ocorre a partir de amanhã em Bruxelas.
Importa sublinhar que a decisão que será tomada não se prende com a adesão formal da Ucrânia à União Europeia, mas sim com a atribuição do estatuto oficial de país candidato, abrindo-se assim uma perspetiva Europeia a este país por forma a ser parte integrante do projecto europeu num momento futuro.
Conforme a Presidente Von der Leyen referiu em entrevista realizada esta semana, esta é uma decisão que também acarta consigo um “apoio político total” dos 27 ao país invadido pela Rússia e que terá um efeito na moral do país para resistir. De facto, a atribuição oficial de estatuto candidato terá também uma enorme importância política simbólica para o país do Leste, na rota de aproximação aos valores do Ocidente e consequente afastamento da Rússia.
Já desde a revolução na Praça Euromaidan, em 2014, que o povo Ucraniano tem vindo a demonstrar a sua devoção pelo projecto europeu, algo que se volta a repetir no momento em que o país está a ser brutalmente atacado de forma injustificada. Esta decisão da União Europeia acarreta consigo uma enorme importância politica e geoestratégica, mas também futuros apoios ao nível financeiro, administrativo e técnico que contribuirão decisivamente para a reconstrução e transformação da Ucrânia.


